Menina com doença rara nasce com coração fora do corpo

Oceane Deschanel
Dezembro 14, 2017

Vanellope Hope Wilkins nasceu há três semanas.

O Glenfield Hospital, em Leicester, não conhece outro caso de ectopia cardíaca em que a criança sobreviveu a não ser o dela, no Reino Unido.

Uma bebé que nasceu com o coração fora do peito superou as expectativas que lhe davam menos de 10% de possibilidades de sobrevivência, e ultrapassou três cirurgias para resolver esta rara condição cardíaca. A menina não tem o esterno, o osso que compõe a caixa torácica, onde ficam o coração e o pulmão. As hipóteses de Vanellope eram de um para cinco milhões.

À BBC, o pai falou sobre a luta da bebê: "Ela está desafiando a tudo, é algo além de um milagre".

"Foi um verdadeiro choque quando o ultrassom mostrou que o coração dela estava do lado de fora e assustador porque nós não sabíamos o que poderia acontecer", lembrou Naomi.

Para fazer revisão urológica, Temer embarca para São Paulo
A informação foi confirmada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência. A agenda de Temer prevista para hoje à tarde foi cancelada.

A chegada de Vanellope era esperada apenas para a véspera de Natal, mas a mãe, Naomi Findlay, de 31 anos, se submeteu a uma cesárea no último dia 22, para reduzir os riscos de uma infecção e aumentar as chances de sobrevivência da bebê.

Quando nasceu encontravam-se cerca de 50 elementos da equipa médica do hospital, incluindo obstetras, cirurgiões cardíacos, anestesistas, profissionais de neonatologia e parteiras. Findlay disse que quando "ela nasceu, e quando ela nasceu a chorar" foi um grande alívio. Com apenas três semanas, Vanellopa já foi submetida a três cirurgias no total. Depois, sofreu nova cirurgia ao cabo de sete dias, com o peito a ser aberto "um pouco mais para criar espaço para permitir que o seu coração caiba lá dentro", explica o The Guardian.

"Antes de ela nascer, as perspectivas eram muito más, mas agora são bem melhores", refere na BBC o consultor em cardiologia pediátrica Frances Bu'Lock.

Várias semanas depois, o coração acabou por se movimentar para o local ideal, e a última operação envolveu retirar pele dos braços para a colocar no tórax.

O hospital considera que Vanellope enfrenta ainda um longo caminho pela frente, no qual o risco principal são as possíveis infecções. Foram os únicos, segundo dizem, a acreditar que a menina ia nascer viva.

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