Brasil: 25% da população viveu em 2016 abaixo da linha da pobreza

Oceane Deschanel
Dezembro 15, 2017

A faixa de brasileiros com renda mensal entre um quarto e metade do salário mínimo também registrou aumento em 2016 em comparação com 2014. O menor contingente de pessoas nesta condição foi observado no Centro-Oeste - cerca de 900 mil pessoas. Assim, aumentou em 8,6 milhões o número de pessoas com esta faixa de renda em 2 anos.

A pobreza extrema ainda é um problema social longe de estar solucionado. Santa Catarina tem o menor percentual: 9,4%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), responsável pelo estudo, diz que esse número representa 42% da população de 0 a 14 anos. Apesar de mais da metade (6,8 milhões) deles ter entre 18 e 24 anos, ou seja, idade para ter concluído o ensino médico, 45% ou 5,3 milhões não tinham completado a educação básica (que engloba os ensinos infantil, fundamental e médio).

Os dados reforçam a constatação histórica de que "o Brasil é um país de alta desigualdade de renda, inclusive quando comparado a outros países da América Latina, região do planeta onde a desigualdade é mais pronunciada", segundo o IBGE. E, quando os jovens foram questionados sobre o principal motivo para não terem tomado providência para conseguir um emprego, enquanto 34,6% das mulheres responderam "ter que cuidar dos afazeres domésticos, do (s) filho (s) ou de outro (s) parente (s)", apenas 1,4% dos homens apontaram tal motivo como sendo o principal por não terem procurado ocupação. Em 2016, entre os 10% da população com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos.

Os 12,1% da população em situação de pobreza extrema mostra crescimento em relação aos últimos dois anos.

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A Raríssimas recebeu vários apoios financeiros do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. Em conferência de imprensa, pediram ao primeiro-ministro que interviesse.

O acesso simultâneo aos três serviços básicos de saneamento foi de 62,1% para o total da população e de 40,4% para a parcela em situação de pobreza extrema.

De acordo com a pesquisa, 63,7% da população do país tinha acesso a esgotamento sanitário por rede coletora ou rede pluvial, 84,9% tinha o domicílio abastecido com água por rede geral de distribuição e 89,5% tinham coleta direta ou indireta de lixo.

Com relação ao tipo de família, a pobreza atinge mais os lares formados por mulher sem companheiro e com filhos de até 14 anos (55% do total desse tipo de família) e por mulher preta ou parda também sem companheiro e com filhos de qualquer idade (64%).

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