Relações entre Venezuela e Brasil azedam

Oceane Deschanel
Dezembro 26, 2017

Em declarações aos meios de comunicação locais, a presidente da Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesse dia que esta recomendação já foi feita aos "distintos órgãos do sistema de justiça penal" e ao Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

A Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela declarou o embaixador do Brasil na Venezuela, Ruy Pereira, como persona non grata no sábado. Instaurada no dia 4 de agosto para discutir mudanças na Constituição atual, a Assembleia Constituinte é totalmente integrada por aliados de Maduro. Como ele, o Craib Kowalik, encarregado de negócios do Canadá no país, também foi considerado "persona non grata', o que na prática obriga a ambos deixar o solo venezuelano".

Além do diplomata brasileiro, também foi declarado como "persona non grata" o embaixador do Canadá por sua suposta interferência nos assuntos internos da Venezuela.

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) celebrou a libertação dos "presos políticos" e destacou que "jamais deveriam ter sido privados de sua liberdade", pois "trabalhar para reconstruir um país arruinado pelo regime não é um crime". "Persistentemente, [ele] faz declarações, faz uso do Twitter, para pretender dar ordens à Venezuela", declarou.

"Caso se confirme, essa decisão demonstra, uma vez mais, o caráter autoritário da governação de Nicolás Maduro e a sua falta de disponibilidade para qualquer tipo de diálogo", disse em comunicado o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. "O Brasil aplicará as medidas de reciprocidade correspondentes".

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Para este bancário, "infelizmente, vão ter de se realizar novamente eleições, porque a situação está totalmente bloqueada".

Na época, os governos do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, México e de outros sete países americanos condenaram a decisão da Assembleia Constituinte da Venezuela de assumir a função de legislar no lugar do Parlamento Nacional venezuelano.

Grupos de direitos humanos e opositores do presidente Nicolás Maduro dizem; que as autoridades estão mantendo de maneira injusta 268 presos políticosque são punidos por protestarem contra a "ditadura".

A liberdade de todos os classificados pela oposição como presos políticos é uma das reivindicações dos antichavistas nos diálogos mantidos com o governo, na República Dominicana, a fim de buscar uma solução para a crise que a Venezuela vive há meses. Mas acrescentou que alguns presos envolvidos no protesto poderão passar o Natal com suas famílias.

Cerca de 170 pessoas morreram pela violência em dois protestos anti-Maduro em 2014 e no início de 2017.

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