População desocupada soma 12,6 mi no trimestre até novembro, revela IBGE

Oceane Deschanel
Dezembro 29, 2017

O efeito é contrário para os trabalhadores informais.

A variação de empregados sem registro na carteira, por sua vez, aumentou 3,8% em relação ao trimestre encerrado em agosto e 6,9% frente ao mesmo período em 2016, o que significa 718 mil pessoas a mais trabalhando sem registro nos últimos doze meses. O resultado representa alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios) Contínua (íntegra), divulgada nesta 6ª feira (29.dez.2017) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em novembro, o nível de ocupação cresceu, passando de 54,1% para 54,4%. Na outra ponta, contudo, também cresceu o número de desocupados, que teve aumento de 438 mil pessoas. Apesar da melhora quantitativa, há uma piora na qualidade desses empregos, já que mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a informalidade. O recuo na população que está fora da força de trabalho foi de 0,1% ante o trimestre encerrado em novembro de 2016. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, quando este grupo somou 90,2 milhões de pessoas, a alta foi de 1,9% ou mais 1,7 milhão de pessoas. No trimestre encerrado em novembro do ano passado, a taxa havia ficado em 11,9%.

No mesmo período o número de brasileiros que trabalhavam por conta própria cresceu 5%, enquanto os trabalhadores domésticos cresceram 4,1% em relação a 2016. Para o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, a desocupação ainda está maior que a do ano passado, mas esse crescimento desacelerou visivelmente na comparação anual. "Não estamos com 1 número menor de desocupados, mas ele desacelerou".

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.142 no trimestre encerrado em novembro.

2017 foi um "ano pesadelo" para as crianças em zonas de conflito
Os militantes do Boko Haram forçaram mais de cem crianças no nordeste da Nigéria e nos Camarões a servirem de bombistas suicidas . No Iêmen, por exemplo, depois de quase mil dias de conflitos, cinco mil crianças foram mortas ou feridas.

A categoria dos trabalhadores por conta própria (23 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre junho-julho-agosto.

Houve crescimento dos rendimento médio apenas na categoria de Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas. A alta foi de 4% ou mais R$ 121. No total, 887 mil novas pessoas encontraram um trabalho em novembro. Os demais não apresentaram variação significativa. O total de postos de trabalho formais no setor privado encolheu 2,5% no trimestre encerrado em novembro ante igual período do ano anterior. Alta de 2% ou de mais R$ 3,7 bilhões em relação ao trimestre anterior e de 4,5% ou de mais R$ 8,2 bilhões em relação ao mesmo trimestre de 2016.

O IBGE também ressaltou que os números, quando comparados com o mesmo período de 2016, evidenciam o aumento no nível de ocupação, que é o percentual de pessoas maiores de 14 anos que estão ocupadas.

Também são consideradas desocupadas as pessoas sem trabalho que não tomaram providência efetiva para conseguir emprego no período de referência de 30 dias porque já haviam conseguido trabalho e que iriam começar após a semana de referência.

Já as ocupadas são as pessoas que, nesse período, trabalharam pelo menos uma hora completa em trabalho remunerado em dinheiro, produtos, mercadorias ou benefícios ou em trabalho sem remuneração direta -em ajuda à atividade econômica de membro do domicílio ou as pessoas que tinham trabalho remunerado do qual estavam temporariamente afastadas nessa semana.

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