MPF pede volta de José Melo, ex-governador do Amazonas, à prisão

Oceane Deschanel
Janeiro 2, 2018

Além do ex-governador, três secretários da gestão dele passaram a virada do ano presos -Afonso Lobo, que ocupou a pasta da Fazenda, Wilson Alecrim, ex-secretário de Saúde, e Evandro Melo, da Administração. Todos tiveram a detenção convertida em domiciliar ou foram liberados após o fim do prazo de prisão temporária. Já Pedro Elias, também ex-Susam, não estava na casa onde mora e é considerado foragido pelo órgão. De acordo com a juíza Ana Paula Serizawa, a liberação de Melo por ele ter sido fotografado no centro de triagem e também pelo fato dele ter sido algemado não se justifica. Os mandados de prisão já foram cumpridos, segundo informações do plantão da Justiça Federal.

A decisão da magistrada foi tomada no plantão deste domingo, 31, e atendeu a um pedido do MPF (Ministério Público Federal).

O procurador Fernando Merloto Soave alega ainda que decisões anteriores já haviam rechaçado os supostos riscos enfrentados pelos suspeitos no sistema prisional do Amazonas. Os demais envolvidos, entre eles os ex-secretários, tinham sido presos uma semana antes, na segunda fase da Maus Caminhos, batizada de Custo Político.

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A Justiça Federal determinou as prisões após acatar pedido do Ministério Público para reverter decisão do juiz de plantão Ricardo Salles, que no dia 26 de dezembro libertou o ex-governador e os ex-secretários. Os procuradores argumentaram que a audiência de custódia do dia 26, na qual foi determinada a soltura de Melo, ocorreu sem a intimação do MPF e sem a presença de um procurador. Não pode um juiz marcar uma audiência na calada da noite, fora do horário de expediente, intimar com a hora errada e exigir que o Membro do MP fique 24 horas à sua disposição.

O MPF afirma haver "fortes indícios" de que o ex-governador recebeu recursos em espécie do médico e empresário Mouhamad Moustafa , preso em 2016 durante a Operação Maus Caminhos.

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