Os objetivos de Mark Zuckerberg para 2018

Judith Bessette
Janeiro 5, 2018

"O mundo sente-se inquieto e dividido, e o Facebook tem muito trabalho a fazer - seja a proteger a nossa comunidade de abuso e ódio, seja a defender contra a inferência de estados ou a garantir que o tempo passado no Facebook é tempo bem passado", escreve Zuckerberg sobre os motivos que o levaram a escolher este desafio.

Por fim, Zuckerberg ainda comenta sobre a criptografia e a criptomoeda, duas "contra-tendências" importantes que, embora difíceis de prever e controlar, possuem o potencial de devolver o poder para a mão das pessoas e, portanto, lhe despertam interesse: "Estou interessado em me aprofundar e estudar os aspectos positivos e negativos destas tecnologias e qual seria o melhor uso delas em nossos serviços".

Frio extremo mata e congela tubarões nos Estados Unidos
Cinco pessoas faleceram no estado de Wisconsin, quatro no Texas (sendo dois sem-teto), uma em Dakota Norte e outra no Missouri. Neve, vento frio e muito gelo estão a afetar dezenas de estados e a condicionar fortemente a circulação nas estradas.

"Não preveniremos todos os erros ou abusos, mas atualmente cometemos muitos erros a desenvolver as nossas políticas e a impedir o uso abusivo das nossas ferramentas", admitiu, manifestando a vontade de se reunir com peritos para discutir estes temas. Tomou múltiplas medidas para aumentar o conhecimento dos utilizadores sobre propaganda e notícias falsas. Algumas, contudo, acabaram por não se revelar eficazes e foram canceladas, como é o caso da sinalização de publicações com conteúdo duvidoso. A rede social também tem privilegiado o conteúdo publicado pelos amigos, em detrimento das publicações de páginas. Nos casos mais radicais, isto teve consequências drásticas para a imprensa. A pergunta surgiu pouco depois de terem sido abundantemente noticiadas as declarações de um ex-executivo da empresa, segundo o qual a rede social é prejudicial para os utilizadores. "Mas, hoje, demasiadas pessoas perderam a fé nessa promessa. Muitas pessoas agora acreditam que a tecnologia apenas centraliza o poder ao invés de descentralizá-lo", afirma. Um exemplo de como consertar o Facebook, segundo Zuckerberg, está em tecnologias de descentralização, como o blockchain, que opera quase todas as criptomoedas em uso no mundo, incluindo a bitcoin.

Zuckerberg aproveita ainda a partilha dos seus desafios pessoais para falar de como a tecnologia tem concentrado a influência e poder na sociedade em grandes empresas, como a que lidera, e não nas pessoas.

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