Supremo mantém Oriol Junqueras na prisão

Patrice Gainsbourg
Janeiro 5, 2018

Já Junqueras, de acordo com o El País, argumentou perante os juízes Miguel Colmenero, Francisco Monterde e Alberto Jorge Barreiro que as suas convicções religiosas e o seu compromisso com "o civismo, a concórdia e a paz" são incompatíveis com quaisquer "atos violentos" em que pudesse participar - mas os seus argumentos não convenceram o tribunal, que decidiram mantê-lo atrás das grades a aguarda julgamento.

Para já, o ex-presidente do governo catalão mantém-se como o único candidato dos partidos independentistas que revalidaram a maioria parlamentar nas eleições de 21 de dezembro.

O líder do partido Esquerda Republicana da Catalunha (ERC) foi ouvido esta quinta-feira no Supremo Tribunal de Espanha sobre a sua participação no processo independentista da Catalunha, mas a deliberação dos juízes não chegou a uma conclusão e só deverá ser retomada esta sexta-feira. Em causa, alegou o Tribunal, está o risco de reincidência nos crimes de rebelião, sedição e má gestão de fundos. "Junqueras pediu que o deixem representar em liberdade as pessoas que votaram nele, que o deixem estar com a família e também conduzir esta situação a partir do diálogo bilateral e a negociação". No entanto, a acusação defende a manutenção da sanção de prisão preventiva para Junqueras.

Oriol Junqueras foi eleito deputado no parlamento regional e aspira a ser nomeado presidente da Generalitat (governo regional) no caso de Carles Puigdemont, que fugiu para a Bélgica, não poder regressar à Catalunha para ocupar esse posto. "Só estamos a trabalhar com a opção Puigdemont, que é a única proposta que nos fizeram, e não faz sentido falar de segundas escolhas", afirmou um porta voz da Esquerda Republicana Catalã (ERC) à RAC-1.

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Para já, sabe-se que os dispositivo Nexus e Pixel da Google estão protegidos deste bug graças ao patch de segurança de janeiro. Para quem usa o Chrome, a Google recomenda a ativação da opção Isolamento do Site enquanto não chega a versão 64 do browser.

"É necessário resolver o conflito entre a Catalunha e a Espanha".

No início de dezembro, quase todos foram liberados pela juistiça.

A escolha da presidência e dos restantes membros da Mesa do Parlamento é a primeira votação a ter lugar na primeira sessão, marcada para o dia 17 de janeiro. Para evitar que os deputados da CUP fiquem no chamado "grupo misto" com o PP, o deputado da ERC em Madrid, Gabriel Rufián, propôs que o seu partido cedesse um deputado à CUP, de forma a permitir-lhe formar uma bancada própria na legislatura que arranca este mês e que tem no dia 31 a data limite para o debate de investifura do novo governo catalão.

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