99 confirma venda para Didi Chuxing

Judith Bessette
Janeiro 6, 2018

Assim como a 99, a Didi deu início à sua trajetória como um aplicativo de táxis, mas hoje oferece diversos outros serviços de mobilidade, como carros e até ônibus particulares.

Conforme os jornais o Globo e Valor Econômico, o negócio foi fechado hoje, 2, quando a empresa, que já detinha uma participação minoritária na empresa, assumiu o controle das operações, adquirindo as demais participações.

Principal competidor da Uber no Brasil, a 99 (antes chamada de 99 Taxis) foi vendida à Didi Chuxing por uma quantia especulada em torno de R$ 960 milhões. No ano passado os chineses haviam já adquirido uma fatia de 100 milhões de dólares da 99, que lhe garantiu apenas uma posição miniritária.

A Didi se tornou uma investidora estratégica da 99 em janeiro de 2017.

Para o grupo chinês, a compra da 99 Taxis é uma nova etapa em sua estratégia internacional.

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As duas empresas, DiDi e 99, operam de forma semelhante. O termo é utilizado para startups cujo valor de mercado iguala ou supera a marca de US$ 1 bilhão. Foi só em 2016 que a companhia lançou o 99Pop, uma modalidade de transporte particular semelhante à Uber. Estima-se que a companhia chinesa tenha pago US$ 100 milhões (R$ 325 milhões) pela aquisição da startup brasileira. Ao longo daquele ano, as duas empresas estreitaram suas relações, sobretudo nas áreas de tecnologia, inovação de produtos, desenvolvimento de mercado e gerenciamento operacional. "Teremos mais força para melhorar a vida de usuários, motoristas e das cidades", afirmou Peter Fernandez, CEO da 99.

Entre os investidores estão a empresa de telecomunicações japonesa Softbank e o fundo dos Emirados Árabes Unidos Mubadala Capital, segundo indicaram à AFP fontes próximas à transação, segundo as quais o valor de Didi agora atinge os 56 bilhões de dólares.

A companhia é um dos gigantes chineses em ascensão acelerada, com olhos voltados para expansão rumo ao mercado global, para tirar proveito também do aumento de chineses que fazem negócios e viajam para fora de seu país. A chinesa tem parcerias com outras sete empresas internacionais, chegando a mais de 1.000 cidades. O fundador da empresa, Paulo Veras, continua no comando como presidente do conselho de administração.

Graças a isso, Didi espera desenvolver a inteligência artificial e criar sua própria rede de estações de recarga para seus carros elétricos. Isso faz da empresa, nascida em São Paulo, a primeira "unicórnio" do Brasil.

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