Divulgadas novas tabelas de IRS. Quanto vai ganhar no final do mês?

Judith Bessette
Janeiro 6, 2018

As novas tabelas de retenção que foram publicadas terça-feira em Diário da República, terão como impacto ganhos que podem variar entre os 320 euros e perto de 4 mil euros anuais, de acordo com uma simulação efectuada pelo Gabinete da vice-presidência do Governo Regional.

Em 2018, o número de escalões de IRS passa de cinco para sete, sendo desdobrados os atuais segundo e terceiro escalões para beneficiar sobretudo os contribuintes destes níveis de rendimentos.

O Governo já publicou as novas tabelas de retenção na fonte de IRS, o que deverá permitir o pagamento dos salários dos trabalhadores dependentes de Janeiro e o pagamento de pensões também de Janeiro já com base nas regras previstas no Orçamento do Estado para 2018, onde se previa um desagravamento fiscal para a generalidade dos contribuintes.

Analisando outro caso prático, um casal com dois filhos dependentes e que faça a tributação conjunta, se auferir um rendimento anual até 14 mil euros, não terá qualquer alteração na folha do IRS.

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A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva no ministério sobre a execução orçamentária da pasta em 2017. O que ele quer mesmo é fazer governadora do Paraná sua esposa e atual vice, Cida Borghetti.

A retenção é uma antecipação mensal do IRS a pagar ao Estado em função do que se espera ser a taxa a aplicar sobre o rendimento anual de cada contribuinte, o que pode implicar acertos em 2019 no momento da entrega da declaração de IRS. Para verificar se vai ter um aumento do salário líquido compare-as com as tabelas de 2018, acedendo aqui. No geral os contribuintes vão pagar menos IRS em 2018, comparativamente a 2017.

A partir dos salários brutos mensais de 632 euros, os rendimentos começam a ser tributados de forma gradual. Se no ano passado recebia duodécimos, então este ano terá uma descida de 60,43 euros no seu rendimento disponível.

Para se fazer uma comparação plana, pressupõe-se que o trabalhador já recebia os subsídios de férias e Natal por inteiro nos dois períodos habituais; já uma pessoa que em 2017 recebeu metade do 13.º e 14.º meses em duodécimos vai sentir, para a situação simulada, uma quebra de 64 euros nos meses regulares e uma subida nos dois períodos em que lhe forem pagos os subsídios (o salário mensal de 2017 chegava a 903 euros porque 50% de cada subsídio era pago faseadamente a cada mês).

Solteiro sem filhos e com um rendimento bruto de 1.057,43 euros, passa a levar para casa 807,11 euros, mais oito euros do que em 2017. O documento permite perceber que mais contribuintes ficam isentos de descontar o IRS, já que o valor dos salários ou pensões a partir do qual se começa a descontar aumentou.

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