'Não vamos recuar', diz Marun sobre nomeação de ministra condenada

Eloi Lecerf
Janeiro 6, 2018

Após criticas sobre a indicação da deputada federal Cristiane Brasil para chefiar o Ministério do Trabalho, o ministro da secretaria de governo, Carlos Marun, afirmou à Rádio Nacional que o governo não pretende recuar da nomeação.

O homem trabalhava sem carteira assinada e, por isso, teve ganhou de causa para cobrir benefícios como férias, aviso prévio e gratificações natalinas.

Numa dessas ações, a nova ministra foi condenada a pagar uma indenização de R$ 60 mil. A carga horária do funcionário era de 15 horas, de acordo com o juiz Pedro Figueiredo Waib, que determinou a condenação em primeira instância.

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Escolhida pelo presidente Michel Temer (PMDB) para o Ministério do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) foi citada nas duas delações premiadas que sacudiram a política brasileira em 2017: a da Odebrecht e a da JBS.

No processo, Cristiana Brasil, que é deputada federal, disse que o motorista "exercia tão somente trabalho eventual" e que "não era nem nunca foi seu empregado". Ela o conheceu quando trabalhava na Câmara dos Vereadores e disse que tinha relação comercial, sem "exclusividade e subordinação". Na versão do motorista Fernando Fernandes, ele trabalhou exclusivamente para Cristiana Brasil e para os filhos dela entre 2012 e 2014. Apesar da decisão ter sido proferida em julho de 2017, Cristiane não havia comprovado a quitação da dívida até outubro do ano passado. Das 6h30 às 22h, levava as crianças ao médico, escola, psicólogos ou até mesmo "baladas".

No depoimento, o funcionário afirma que recebia R$ 1 mil em espécie e R$ 3 mil na conta também para levar as empregadas de Cristiane Brasil às compras e ficar à disposição da patroa e em um dos anos teria folgado somente aos domingos. Cristiane declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) doações de 5,3 milhões de reais em 2014, dos quais 2 milhões de reais vieram da Flora Produtos de Higiene e Limpeza e 1,9 milhão de reais, da JBS. Neste caso, no entanto, a defesa da ministra fechou acordo com o ex-funcionário.

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