Apoio à pena de morte bate recorde entre brasileiros, aponta o Datafolha

Oceane Deschanel
Janeiro 8, 2018

Na última pesquisa, realizada em 2008, 47% eram favoráveis.

A pena de morte é proibida no Brasil desde a Proclamação da República, em 1889.

Segundo o DataFolha, o índice é considerado recorde desde que o tema passou a ser alvo de pesquisa do instituto em 1991. Entre os evangélicos, 50% são favoráveis, contra 45% contrários (4% não souberam responder e 1% se disse indiferente). Mas empata na margem de erro –de dois pontos percentuais, para mais ou para menos– com os percentuais de 1993 e 2007, quando 55% da população se disseram favoráveis à punição.

Entre as pessoas ouvidas pelo Instituto, 57% se disseram à favor da adoção da penalidade. De acordo com a pesquisa, 39% da população são contrários à punição. Entre os que têm renda mensal de até cinco salários mínimos (R$ 4.770), o apoio é de 58%. Além disso, 1% se declarou indiferente, e outros 3% não souberam responder. Ele recua para 51% na faixa dos cinco a dez salários (R$ 9.540) e cai ainda mais entre a parcela mais rica, indo para 42%.

Taxa de desemprego desce
Um recuo quer em termos mensais (0,1 pontos percentuais), quer trimestrais (0,5 p.p.). Entre os homens o número de desempregados deverá ter ficado praticamente inalterado.

Além disso, os mais favoráveis à medida são os homens (60%); em comparação a 54% de mulheres que apoiam a pena capital. Já em relação à idade, a faixa etária que mais apoia a execução de condenados é a de 25 a 34 anos, em que 61% se disseram favoráveis à proposta. Na outra ponta, os ateus estão entre os que menos aprovam a pena de morte; apenas 46% concordam com a medida.

Para a sondagem, o Datafolha entrevistou 2.765 brasileiros em 192 municípios, entre os 29 e 30 de novembro do ano passado. A única exceção prevista pela Constituição brasileira é "em caso de guerra declarada" pelo presidente e referendada pelo Congresso Nacional.

Levando em conta as religiões do Brasil, os católicos estão entre os que mais defendem a punição (63%).

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL