Loures nega ter agido para Temer

Patrice Gainsbourg
Janeiro 9, 2018

Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor especial de Michel Temer, disse em seu depoimento à Polícia Federal que não recebeu propina para atuar em prol da aprovação de uma medida provisória do setor portuário que beneficiou a empresa Rodrimar, que atua no Porto de Santos.

O ex-assessor negou ainda ter repassado informações de reuniões com integrantes do setor portuário a Temer por entender que não era necessário.

"Que [o declarante] possuía uma relação de trabalho amistosa, não podendo afirmar que manteve uma relação de amizade, motivo pelo qual, tendo em vista o respeito aos cargos assumidos pelo senhor Michel Temer, bem como considerando a sua trajetória histórica, sempre manteve uma relação respeitosa com o presidente". O inquérito mira os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e ativa.

Setor portuário - Rocha Loures afirmou à PF que não mantém relações nem recebeu doações do setor portuário para suas campanhas à Câmara (em 2006 e 2014), mas que conhece representantes dessa área, como os executivos da Rodrimar, desde 2013, quando houve a tramitação da Lei dos Portos no governo Dilma Rousseff. Por meio de assessoria, Gustavo Rocha diz que "o pedido feito por Rocha Loures não foi atendido porque não tinha respaldo jurídico". As suspeitas surgiram de uma conversa de Rocha Loures com Temer, grampeada pela PF.

Taxa de desemprego desce
Um recuo quer em termos mensais (0,1 pontos percentuais), quer trimestrais (0,5 p.p.). Entre os homens o número de desempregados deverá ter ficado praticamente inalterado.

"Por orientação até do ministro [da Casa Civil Eliseu] Padilha e por conta da exposição que isso pode trazer para o presidente. Já conseguiram coisas demais nesse decreto". Eu acho que já vai causar uma exposição pra ele.

A PF também apreendeu, em 18 de maio de 2017, na Operação Patmos, deflagrada após a delação da JBS, uma série de papéis sobre o setor portuário, inclusive sobre a Rodrimar, em endereços ligados a Rocha Loures. "[.] Esse negócio vai ser questionado".

Envolvido em polêmica por somar 120 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o novo diretor do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), delegado.

A Polícia Federal confrontou Rocha Loures sobre o conteúdo de áudios gravados a partir da delação de executivos da J&F, especificamente sobre conversas entre ele e o executivo da J&F, Ricardo Saud, e entre ele e o chefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha. Os dados constam de um relatório da PF na.

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