Deneuve e outras mulheres defendem liberdade dos homens de importunar

Rebecca Barbier
Janeiro 10, 2018

Segundo manifesto publicado no jornal francês "Le Monde", nesta terça-feira (09), os homens devem ser "livres para abordar" mulheres. Entre eles estão o produtor Harvey Weinstein, o ator Kevin Spacey e, mais recentemente, o ator James Franco.

De acordo com esta centena de mulheres a violação é um crime mas o direito de "importunar" uma mulher não é, afirmando que o mesmo é uma parte essencial da liberdade sexual dos homens, descrevendo os movimentos iniciados nos Estados Unidos como "puritanos".

Quem já reagiu a este texto foi Asia Argento, que no Twitter disse: "Catherine Deneuve e outras mulheres francesas mostram ao mundo como a sua misoginia interiorizada e lobotomizada levou-as até ao ponto de não retorno".

A carta atacou ainda campanhas feministas nas redes sociais como o #MeToo e seu equivalente francês #BalanceTonPorc por libertarem essa "onda de puritanismo" e que "esta febre de enviar "porcos" para abate, longe de ajudar as mulheres a fortalecerem-se, serve realmente os interesses dos inimigos da liberdade sexual, dos extremistas religiosos, dos piores reacionários e daqueles que acreditam numa concepção substancial do bem e de uma moral".

'Deus salve o rei': Afonso lamenta morte da rainha avó
Amália revela a Diana que Virgílio não pode ficar sabendo sobre a hospedagem de Afonso em sua casa de jeito nenhum. Assim que fica sabendo por Cássio que Afonso pode estar ferido e perdido na floresta, Crisélia se desespera.

Um dia depois da repercussão global do discurso da apresentadora americana Oprah Winfrey na premiação do Globo de Ouro - cujas convidadas aderiram a figurinos pretos em protesto contra o assédio -, o artigo bate de frente com a campanha que estimula a quebra do silêncio das mulheres que se viram abusadas e assediadas, promovida por centenas de celebridades de Hollywood.

Para as autoras, a campanha #MeToo colocou na imprensa e nas redes sociais uma série de acusações contra indivíduos públicos. Sem que eles tenham tido a possibilidade de responder ou de se defender, dizem as francesas, eles foram colocados "exatamente no mesmo nível que agressores sexuais".

Enquanto mulheres, não nos reconhecemos neste feminismo, afirma o coletivo, acrescentando que defende uma liberdade de importunar, indispensável à liberdade sexual. "Como resultado do caso de Weinstein, houve uma consciência legítima da violência sexual contra as mulheres, particularmente no local de trabalho, onde alguns homens abusam do seu poder". Em março do ano passado, Deneuve criou polêmica ao defender publicamente Polanski de uma das acuações de estupro.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL