Equador concede cidadania a Assange e negocia saída do Reino Unido

Patrice Gainsbourg
Janeiro 11, 2018

O Equador deu asilo político a Assange quando este se refugiou na embaixada equatoriana em Londres em 2012, para escapar a um mandado de detenção europeu emitido pela Suécia e a eventual extradição no âmbito de uma investigação por violação e assédio sexual.

A chefe da diplomacia equatoriana revela que o fundador do WikiLeaks recebeu um passaporte do Equador no dia 12 de Dezembro.

O governo do Equador confirmou nesta quinta-feira (11) que concedeu a nacionalidade ao fundador do site Wikileaks, Julian Assange.

Assange certamente enfrentaria algumas semanas na prisão no Reino Unido por violar os termos de sua liberdade condicional, mas seu grande medo é acabar sendo extraditado para os Estados Unidos e julgado pela divulgação de documentos secretos. O termo foi usado pela ministra dos Negócios Estrangeiros equatoriana, que, na terça-feira, afirmou estar à procura de um mediador internacional que ajude a retirar Assange da embaixada em Knightsbridge.

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No entanto, diz o BM, "apesar do crescimento económico ter aumentado em Angola, Nigéria e na África do Sul, as três maiores economias da região, a expansão continua baixa".

De acordo com ela, o mediador pode ser "tanto um terceiro país como uma personalidade".

O Telegraph cita um porta-voz do executivo britânico afirmando apenas que "o Governo do Equador sabe que a forma de resolver este assunto é Julian Assange deixar a embaixada para enfrentar a Justiça".

Recorde-se que Assange e a sua organização publicaram documentos e um vídeo confidencial que mostrava militares do Exército norte-americano a matarem civis no Iraque num helicóptero. Na época, o fundador do Wikileaks se disse favorável à independência da Catalunha.

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