Justiça Federal mantém proibida a posse de Cristiane Brasil

Patrice Gainsbourg
Janeiro 11, 2018

O juiz federal Vladimir Vitovsky negou na noite desta quarta-feira (10) pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) e da deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) para rever a ordem que proíbe Cristiane de tomar posse como ministra do Trabalho. Nesta quinta-feira (11), o presidente Michel Temer se encontrou com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, e sua filha, Cristiane, e teria argumentado que seria melhor deixar o clima esfriar, antes de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, o que deve acontecer na segunda-feira (15). O motivo teria sido a negativa do recurso do Governo apresentada ao TRF-2 para tentar garantir a posse da parlamentar.

Durante o recesso do Supremo, a decisão sobre o recurso caberia somente à presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, e o Executivo prefere que o recurso seja analisado pelos ministros em plenário.

Na véspera, o vice-presidente do TRF-2, Guilherme Couto de Castro, havia negado pedido do governo para derrubar uma liminar que suspendera a posse de Cristiane Brasil, no ministério.

.

Falha humana pode ter sido causa da morte de Teori Zavascki
Ele disse que todas as perícias indicam não ter havido sabotagem contra a aeronave. A linha principal da investigação é falha humana - disse o delegado responsável.

O nome de Cristiane Brasil continua na capa do site oficial do governo como a nova ministra do Trabalho, apesar da sucessão de decisões desfavoráveis ao Palácio do Planalto. A indicação da deputada, no entanto, foi questionada na Justiça, pois surgiram informações de que ela tem dívidas trabalhistas com ex-funcionários.

O motorista trabalhou para Cristiane entre junho de 2014 e dezembro de 2015, mas não teve a carteira assinada. "Este magistrado vislumbra flagrante desrespeito à Constituição Federal no que se refere à moralidade administrativa, em seu artigo 37, caput, quando se pretende nomear para um cargo de tamanha magnitude, Ministro do Trabalho, pessoa que já teria sido condenada em reclamações trabalhistas, condenações estas com trânsito em julgado", escreveu o magistrado, que impôs multa de R$ 500 mil para quem descumprir a decisão. O primeiro indicado seria outro deputado federal, Pedro Fernandes, do PTB do Maranhão.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL