Agência de classificação de risco Standard&Poor's rebaixa nota do Brasil

Judith Bessette
Janeiro 12, 2018

Para a agência, apesar das promessas de que as mudanças serão votadas neste ano, a série de adiamentos para colocar a proposta em vigor mostra que o governo tem um apoio político fraco no Congresso para resolver a questão fiscal.

Ainda de acordo com o comunicado, a decisão de manter a perspectiva de nota estável reflete o perfil externo do país, considerado mais sólido, enquanto a "flexibilidade e a credibilidade" da política monetária brasileira ajudam a ancorar a nova nota pelo próximo ano, "equilibrando o enfraquecimento fiscal e as incertezas para as eleições presidenciais de 2018".

A expectativa que já existia sobre o downgrade deve limitar o impacto do corte da nota nos mercados, uma vez que movimentos mais fortes nos ativos ocorrem quando o país muda de patamar, como a perda do grau de investimento em setembro de 2015, disse o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

O atraso nas reformas e as incertezas sobre a eleição presidenciável deste ano estão entre os principais fatores que pesaram na decisão da agência.

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"Apesar de vários avanços em políticas pela administração Temer, o Brasil fez um progresso mais lento que o esperado na implementação de legislação significativa para corrigir no tempo adequado uma deficiência fiscal estrutural e crescimento dos níveis de dívida", diz a S&P em seu comunicado. A declaração de Meirelles, feita antes da divulgação da nota, foi criticada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, afirmou que o rebaixamento "estava no horizonte como uma possibilidade". "Continuamos nossos esforços a favor das reformas e do Brasil", argumentou Maia. O que tem para acompanhar é se isso (rebaixamento) vai funcionar como um incentivo para aprovar a Previdência ou se será um 'agora deixa pra lá'. A pasta ressaltou ainda que o governo tem tido o apoio do Congresso Nacional para tocar essa agenda.

As notas podem cair em 2019, segundo a agência, "se fraquezas imprevistas na balança de pagamentos do Brasil prejudicarem o acesso ao mercado ou gerarem aumento acentuado da dívida externa". Para ela, as ações do governo acabaram deteriorando ainda mais as contas públicas.

A equipe econômica vai acompanhar os mercados nos próximos dias, para avaliar os impactos da decisão da S&P na economia, mas o downgrade pode ajudar o governo a obter mais votos de deputados para aprovar a reforma, avaliou uma fonte que integra o time econômico.

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