Standard & Poor's rebaixa Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento

Patrice Gainsbourg
Janeiro 12, 2018

A agência internacional de risco Standard&Poor's (S&P) rebaixou, na noite desta quinta-feira (11), a nota de crédito soberano do Brasil de "BB" para "BB-".

Na justificativa para a decisão, a agência apontou como "uma das principais fraquezas do Brasil" o atraso na aprovação de medidas fiscais que reequilibrem as contas públicas. O rebaixamento pela S&P era esperado nas últimas semanas, à medida que falharam as negociações no Congresso para aprovação da reforma da Previdência no final do ano passado. Mesmo com a queda, a agência elevou a perspectiva para o rating do país de negativa para estável.

"O enfraquecimento da nossa avaliação institucional do Brasil reflete um progresso mais lento que o esperado e um menor apoio da classe política do País para implementar uma lei significativa para corrigir a derrapagem fiscal nas bases atuais", disse a S&P. Com isso, o rating do Brasil segue sem o selo de país bom pagador, mas agora três degraus abaixo do grau de investimento.

2016 - Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento.

Merkel otimista com acordo para governo
O consenso foi alcançado depois de 24 horas de negociações que se prolongaram durante a noite, referem fontes dos partidos citadas pela Reuters.

"O Governo reforça o seu compromisso de aprovar medidas como a reforma das pensões", entre outras, para "assegurar o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal a longo prazo", acrescenta o documento. /Com informações do G1 e Ag.

Apesar do rebaixamento, a agência colocou o Brasil em perspectiva estável - ou seja, sem previsões para novo corte no curto e médio prazo. Isso se justifica, segundo a agência, "perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade de sua política monetária e cambial".

Embora o rebaixamento da S&P estivesse no radar desde o ano passado, o aviso do rebaixamento surpreendeu de fato a equipe econômica, admitem as fontes.

Além disso, observou que "a incerteza" em relação às eleições presidenciais previstas para outubro de 2018 agrava esse cenário.

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