Agência de classificação de risco elogia "ampla agenda de reformas"

Judith Bessette
Janeiro 13, 2018

Em comunicado, a S&P afirmou que "apesar de vários avanços da administração [Michel] Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagam fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento". "O que, aliado ao sucesso da política monetária e solidez das contas externas, fundamentou a alteração da perspectiva da nota de crédito de negativa para estável". "Creio ser um alerta sobre as consequências econômicas e sociais que a não aprovação da Previdência trará", disse o secretário-geral da Presidência, Moreira Franco.

O ministro da Fazenda também classificou a posição da S&P como "normal", mas que, no entanto, a economia do país segue no rumo certo.

Além da dificuldade em aprovar reformas com efeitos de longo prazo, a S&P destacou ainda que "ocorreram retrocessos até mesmo com medidas fiscais de curto prazo - como uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos".

"Talvez ajude a acelerar e a conscientizar". Fiquei muito magoado - disse Maia.

A S&P ainda avalia, segundo a Fazenda, que há cenários que podem levar a uma eventual reversão da decisão de rebaixamento, como a retomada do crescimento em função das medidas macro e microeconômicas já adotadas e a aprovação das reformas. "Também será difícil que o governo tome medidas fiscais mais duras", avaliou. A votação foi postergada para 19 de fevereiro, levando analistas a reduzirem as apostas na aprovação do texto, diante do cenário eleitoral deste ano.

O novo rebaixamento do Brasil por uma agência de classificação de risco pode ter vindo antes do previsto, mas, fora isso, ninguém pode alegar surpresa. As medidas somam 21,4 bilhões de reais.

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A pasta declarou ainda que a agência, além da reforma da Previdência, destacou a necessidade de aprovação de medidas como o adiamento do reajuste dos servidores e o aumento da contribuição previdenciária dos servidores, "corroborando as propostas da equipe econômica".

"O que tem para acompanhar é se isso (rebaixamento) vai funcionar como um incentivo para aprovar a Previdência ou se será um 'agora deixa pra lá'".

A S&P Global rebaixou o rating de longo prazo e em escala global da Eletrobras de BB para BB- e alterou a perspectiva de negativa para estável.

Com relação às incertezas na eleição deste ano, Lisa reforçou as consequências dos escândalos de corrupção e a possibilidade de surgirem candidatos "outsiders" que dificilmente conseguiriam montar uma base política consistente. Para ele, a decisão tem a ver com a questão fiscal. A S&P informa que poderá rebaixar novamente os ratings de Santa Catarina e de São Paulo nos próximos 12 meses se cortar a nota do Brasil.

A disputa entre o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pelo posto de candidato governista ao Planalto contaminou o debate sobre o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's.

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