Farage quer segundo referendo para reforçar saída da UE

Patrice Gainsbourg
Janeiro 13, 2018

Dois dos mais proeminentes apoiadores do Brexit no Reino Unido endossaram nesta quinta-feira um segundo referendo sobre a saída da União Europeia, considerando como a melhor maneira de impedir apoiadores do bloco de tentarem reduzir, ou até mesmo suspender, a saída do país.

Pesquisas de opinião publicadas algumas vezes após o Brexit sair vitorioso apontaram que muitos britânicos poderiam votar de outra forma na consulta, pois, após a apuração, é que tomaram consciência do tamanho dos reflexos da saída do Reino Unido da UE, principalmente na área econômica.

Os pró-europeus, onde se inclui o ex-primeiro-ministro Tony Blair, "jamais renunciarão", considerou o antigo líder do Partido eurocético Ukip e da campanha pelo Brexit, em declarações à cadeia televisiva Channel 5. As sondagens mostram que os britânicos continuam muito divididos. "Chego a pensar que talvez, apenas talvez, eu esteja chegando ao ponto de pensar: devemos ter um segundo plebiscito. sobre a adesão à UE", disse, acrescentando que não tem dúvidas de que a porcentagem de votos a favor da saída seria muito maior do que a consulta de 2016. "Eles continuarão a perseguir, a chorar e a gemer durante todo esse processo", criticou.

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Além disso, observou que "a incerteza" em relação às eleições presidenciais previstas para outubro de 2018 agrava esse cenário.

"Poderíamos terminar com tudo isto e Blair desapareceria", prosseguiu.

Esta eventualidade já foi excluída pela primeira-ministra conservadora, Theresa May. Tendo o governo levado longos meses a invocar o artigo da Carta da União Europeia que regulamenta a matéria, a data prevista para o Reino Unido deixar a UE é 29 de março de 2019.

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