Novos horários avançam na Autoeuropa apesar da falta de consenso

Patrice Gainsbourg
Janeiro 13, 2018

Uma proposta bem diferente à que tem sido defendida pela fábrica de Palmela e que prevê o pagamento a 100% aos sábados, equivalente ao pagamento como trabalho extraordinário, acrescidos de mais 25%, caso sejam cumpridos os objetivos de produção trimestrais.

Em conferência de imprensa realizada esta quarta-feira em Setúbal, os dirigentes sindicais Eduardo Florindo, do SITESUL, Sindicato dos Trabalhadores das Industrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Sul, e Rogério Silva, da Fiequimetal, Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgicas, Químicas, Elétricas, Farmacêutica, Celulose, Papel, Gráfica, Imprensa, Energia e Minas, disseram que os trabalhadores recusam a obrigatoriedade do trabalho ao sábado e exigem o pagamento daquele dia como trabalho extraordinário.

Eduardo Florindo defendeu que é possível "a administração criar as condições para implementação do horário de transição até às férias em regime voluntário" e não obrigatório como está previsto pela administração.

"O "flash" distribuído [terça-feira] na comunicação interna e assinado pelo diretor de recursos humanos da Autoeuropa vem confirmar aquilo que o sindicato sempre disse: que o sábado é pago como um dia normal de trabalho". Mas isto é a posição da Comissão de Trabalhadores.

Nicolás Maduro quiere venir al Perú en abril
Explicó que Venezuela se sometería a la decisión de la Alianza Bolivariana, "como lo hicimos en abril ... 2009, abril 2011 en del 2015 debate colectivo, las que ALBA , manera sabia, mucha sabiduría histórica estratégica capaz formular el de diplomacia paz", expresó una transmisión Venezolana Televisión.

A Autoeuropa vai mesmo avançar com os novos horários a partir do próximo dia 29 de janeiro, com a laboração de 17 turnos semanais, estando já incluídos os sábados.

Na próxima semana há mais duas reuniões com a administração. Ponto. Para que fique claro de uma vez por todas: "na reivindicação que os trabalhadores apresentam - tendo eles disponibilidade para trabalhar aos sábados -, está implícito nessa disponibilidade o pagamento como trabalho suplementar tal como hoje é praticado na Autoeuropa", frisou Rogério Silva.

O responsável da empresa representante da marca Volkswagen em Portugal, Pedro Almeida, afirmou, na sexta-feira, que seria uma "derrota para os portugueses" se o conflito laboral na fábrica do grupo alemão de automóvel Autoeuropa não se resolver. Assim como um aumento salarial mínimo de 50 euros, com efeitos retroativos a setembro de 2017, para todos os trabalhadores e um aumento para 770 euros do salário A0 - operários dos escalões mais baixos de produção - também aplicável aos trabalhadores recém-admitidos.

Face à "intransigência" da administração em negociar, os trabalhadores admitem realizar a segunda greve na história da Autoeuropa.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL