Presidente dos EUA irá renovar alívio de sanções ao Irã

Patrice Gainsbourg
Janeiro 13, 2018

França, Alemanha e Reino Unido pediram ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que Washington não abandone o acordo nuclear do Irã, com o secretário de Relações Exteriores britânico, Boris Johnson, dizendo que oponentes do acordo não mostraram uma alternativa melhor para impedir que o Irã desenvolva seu programa nuclear.

O acordo prevê que o programa nuclear iraniano tenha apenas uma vertente pacífica.

Desde então, o chefe de Estado americano é encarregado de decidir a cada 120 dias se a suspensão deve ser mantida.

Donald Trump decidiu, por ora, manter a participação dos EUA no acordo nuclear que seu país e outras cinco potências firmaram com o Irã em 2015, ainda na gestão Barack Obama.

Ela também enfatizou que o acordo, como um documento multilateral aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU, é chave no sistema global de não-proliferação nuclear e é crucial para a segurança regional e do continente europeu. Tal acordo seria permanente.

Centeno assume hoje liderança do Eurogrupo
Dijsselbloem, que deveria deixar seu posto depois de dois mandatos, simbolicamente entregou ao seu sucessor o "sino do Eurogrupo" que ele usou especialmente para a abertura das sessões.

A Casa Branca deve anunciar a decisão do presidente nesta sexta-feira.

No entanto é improvável que o Irã e ou aliados europeus dos EUA concordem com tal mudança.

A vontade de proteger o acordo é tal que os atuais protestos populares no Irão não foram mencionados na conferência de imprensa, por serem considerados um problema interno iraniano.

No entanto, Washington vai impor novas sanções contra o Irão à margem do acordo. Segundo a Casa Branca, a decisão vem em resposta à recente repressão, por Teerã, de manifestações antigoverno. Sem melhorias, Trump irá renovar sua ameaça de se retirar do acordo. O acordo de 2015 entre os Estados Unidos e o Irã também foi assinado pela China, França, Rússia, Grã-Bretanha, Alemanha e União Europeia, e esses países teriam sido improváveis de se juntarem aos Estados Unidos na volta da imposição de sanções.

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