Puigdemont quer investidura por videoconferência

Patrice Gainsbourg
Janeiro 13, 2018

Os resultados não deram fim à turbulência política e expuseram novamente a fratura na sociedade catalã entre quem é pró e contra a independência. Referindo-se a Puigdemont como "um fugitivo", a líder do C's catalão gozou com a hipótese de um "presidente holograma".

Nas eleições regionais de 21 de dezembro, a coalizão Juntos pela Catalunha (JxCat), encabeçada por Puigdemont conseguiu 34 cadeiras e a Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), liderada por Junqueras, outras 32.

No pleito, apesar de um partido contra o separatismo (Ciudadanos) ter vencido em número de votos, a união dos partidos separatistas conseguiu maioria absoluta e, assim, o direito de indicar o próximo presidente do governo catalão.

"Qualquer acordo de independentistas que implique um governo independentista é uma má notícia e se, além disso se faz, como parece que se quer fazer, de forma ilegal. os constitucionalistas teremos que tomar as decisões necessárias para impedir por todos os meios que se volte a cometer uma nova ilegalidade", indicou o coordenador-geral do PP, Fernando Martínez Maillo, aos jornalistas espanhóis.

O presidente do governo espanhol, Mariano Rajoy, fala durante uma entrevista coletiva com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington Foto: SAUL LOEB / AFPMariano RajoyO líder do Partido Popular, de 62 anos, é presidente do governo espanhol desde 2011.

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Ao todo são 51.169 funcionários que ficaram de fora do pagamento salarial até o momento. A Pasta afirmou que os salários estarão disponíveis nas contas a partir das 20h.

A incerteza sobre o futuro da Catalunha tem afugentado empresas da região.

Os independentistas catalães chegaram a acordo para a eleição da Mesa do Parlamento na próxima quarta-feira, mas estão ainda a estudar a fórmula que poderá ser usada para garantir a investidura, a partir de Bruxelas, de Carles Puigdemont como presidente da Generalitat.

Puigdemont aspira assumir como governador da Catalunha, mas está na capital da Bélgica para não responder à Justiça espanhola, que o investiga por possível rebelião, entre outros crimes, pela participação no processo de independência da região. O líder catalão, de 52 anos, proclamou a independência da região após o resultado do referendo. Após a declaração de secessão, a Câmara de maioria independentista foi dissolvida.

De repente, a fundamentação apresentada por Junqueras para pedir a sua transferência da prisão de Estremera (Madrid) para uma prisão catalã, que lhe permita estar presente na sessão inaugural da legislatura, a 17 de Janeiro, deita por terra a estratégia de Puigdemont (e que até agora se pensava partilhada entre os ex-aliados de governo). Está também por perceber se os quatro eleitos que se encontram em Bruxelas com Puigdemont (e eventualmente, o próprio) poderão renunciar aos seus lugares, não se arriscando a ser detidos e sem prejudicar a maioria independentista. A ativista de 43 anos nunca tinha sido política até ser eleita em 2015.

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