Independentistas catalães acordam que Puigdemont seja presidente

Patrice Gainsbourg
Janeiro 17, 2018

Ao longo do dia legisladores tomarão uma série de decisões, algumas delas potencialmente controversas -por exemplo, poderão aceitar que os três deputados catalães detidos e os cinco foragidos possam delegar seu voto. A próxima tarefa será definir o novo presidente da Generalitat (governo da Catalunha) e o prazo é 31 de janeiro.

Os deputados ocuparão assentos provisórios, de acordo com os resultados das eleições autonómicas de 21 de Dezembro. A legenda preferiria que o seu líder, Oriol Junqueras, que está na prisão acusado de rebelião e sedição, fosse o candidato à presidência em vez de Puigdemont, que fugiu para Bélgica para não ser preso. Serão 36 os eleitos do partido anti-independentista Cidadãos, 34 pelo Juntos pela Catalunha, 32 da ERC (Esquerda Republicana da Catalunha), 17 do Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC), oito de En Común Podem (uma plataforma apoiada pelo Podemos), quatro da CUP (Candidatura de Unidade Popular) e quatro do PP (o valor mais baixo alguma vez registado na região deste partido).

"A arma mais poderosa que Tabarnia tem é esse grande espelho no qual o separatismo se vê refletido e vê refletido o absurdo de seus argumentos", disse Jaume Vives, porta-voz da Plataforma por Tabarnia em coletiva de imprensa. No entanto, Rajoy afirmou que o governo central não reconheceria tal iniciativa e continuaria a administrar a Catalunha nesse caso.

Madri teme que os deputados voltem a escolher o ex-presidente separatista Carles Puigdemont, hoje foragido em Bruxelas.

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Segundo O Globo, ela mudou o estilo de vida, passou a acordar cedo e fazer exercício desde que engatou o romance com o global. Cauã ainda não se manifestou sobre as fotos, mas já é um dos assuntos mais comentados desta terça-feira, 16 de janeiro.

Não há nenhum artigo do Regimento Interno que impeça a investidura à distância de Puigdemont.

As formações independentistas também chegaram a acordo para propor Roger Torrent como presidente do Parlamento, mas para os republicanos o acordo sobre Puigdemont não representa "um cheque em branco" sobre a investidura à distância. O líder catalão sabe que, se ele assumir nessas condições, será imediatamente cessado pelo Tribunal Constitucional. Coincidentemente, os dois partidos que durante mais tempo governaram o Estado espanhol e a região catalã têm em comum serem os campeões da corrupção no país.

Para muitos analistas, o que o ex-presidente catalão busca converter sua posse em um ato simbólico, assim como o foi a declaração de independência, e mostrar internacionalmente que o governo espanhol não reconhece o resultado das eleições democráticas que ele próprioconvocou, assim como não reconheceu o resultado do referendo proibido do 1º de outubro convocado pelos independentistas.

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