Se Previdência não for aprovada, melhor desistir — Maia

Eloi Lecerf
Janeiro 17, 2018

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse reconhecer que o ideal seria votar a matéria agora, mas está cumprindo, com o adiamento, o que foi acertado anteriormente com o presidente Michel Temer (MDB), ministros e líderes governistas, de que o texto só teria apreciação iniciada se fossem garantidos os votos suficientes para sua aprovação - o que não aconteceu.

A discussão da Reforma da Previdência está prevista para o dia 5 de fevereiro, de forma que a votação propriamente aconteça em 19 de fevereiro. "Se você não conseguir votar em fevereiro, você não conseguirá votar mais". Segundo Maia, entre as matérias prontas para ser votadas no plenário da Câmara estão a desoneração da folha, os supersalários e o foro privilegiado. Claro que eu vejo a notícia do rebaixamento como ruim, porque não deixa de corroborar o que nós estamos afirmando: "que o Brasil precisa reformar sua Previdência pra ter a perspectiva de um futuro de menos incerteza e de mínima prosperidade", disse Marun. Acho muito difícil o governo reverter isso _ disse ele. que esteve hoje na Câmara.

"Não é fácil, e nós temos problemas hoje no Brasil na relação entre Poder Judiciário e, principalmente, Poder Executivo". O almoço contou com a participação de diretores da entidade e presidentes de associações e de sindicatos e foi mais uma oportunidade no convencimento para a aprovação da reforma da Previdência.

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Em seguida, a garota ouviu um terceiro disparo e um barulho no interfone, indicando que alguém abria o portão. Ele era o principal suspeito de matar a ex-mulher e estava sendo procurado pela polícia.

O presidente da Câmara voltou a dizer que o governo precisa reorganizar a sua base aliada para alcançar os 308 votos necessários à aprovação da reforma. Cristiane foi indicada para o cargo em meio a negociações do governo com lideranças partidárias a fim de angariar votos para a aprovação da proposta que altera as regras de acesso à aposentadoria. Então, a gente tem que falar a verdade, para que, em cima de um fato real, de que não é simples votar a Previdência este ano, a gente possa recompor a maioria, recompor a base de 320 [parlamentares] para ir para o plenário. Ser realista e falar a verdade ajuda mais. "Sabíamos que a PEC do Teto, sem a reforma da Previdência, seria uma reforma de curto prazo", disse. Além disso, aliados acreditam que Temer já tinha que ter negociado com Cristiane Brasil e o presidente nacional do PTB e seu pai, Roberto Jefferson, um novo nome. O governo está fazendo suas avaliações, mas creio que deve chegar no que pensamos.

Segundo Maia, há setores da sociedade que distorcem as informações sobre a reforma para não perder benefícios.

Rodrigo Maia participa, até quinta-feira (18) de uma série de encontros oficiais com autoridades, políticos e empresários nos Estados Unidos e México.

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