Em assembleia, metroviários de SP confirmam greve para esta quinta

Patrice Gainsbourg
Janeiro 18, 2018

Metroviários de São Paulo decidiram paralisar as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (18), em protesto contra o leilão de privatização das Linhas 5 Lilás e 17 Ouro - o monotrilho. A paralisação que terá início à meia-noite foi confirmada pelo sindicato da categoria. Já o Metrô, chamou as declarações dos metroviários de levianas e também negou qualquer direcionamento. "O que nós queremos é barrar o processo de privatização e, por isso, estamos decretando essa greve" (assista abaixo). A licitação já foi realizada e o resultado deve sair nesta sexta-feira (19). Tivemos que rescindir contratos da Linha 4-Amarela, por exemplo.

Na segunda-feira (15), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP) concedeu uma liminar determinando que pelo menos 80% dos funcionários deverão trabalhar nos horários de pico, das 6h às 9h e das 16h às 19h, e 60% nos outros horários.

"Está inteiramente equivocada a afirmação de que seria a CCR o único consórcio capaz de vencer o leilão". Em setembro de 2017, equipe do governo de São Paulo fez roadshow e fez contato com pelo menos quatro grupos europeus capacitados para participar da licitação, que ocorre na modalidade internacional justamente para ampliar a concorrência.

Assista aos melhores momentos da vitória catarinense na Copinha — Corinthians x Avaí
E, para a partida, que acontece na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, o Timãozinho conta com uma mudança significativa. Do outro lado, o Santos encara o Internacional, e o São Paulo pega o Vitória.

O Metrô afirmou ainda que a "ausência e/ou abandono do posto de trabalho" nesta quinta-feira implicará em desconto das horas e do descanso semanal remunerado dos grevistas.

A licitação chegou a ser suspensa pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). É importante ressaltar que todos os questionamentos foram julgados improcedentes.

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, contestou a denúncia dizendo que "a gente não pode deixar que uma empresa que nunca operou um sistema de trem venha a operar, porque corremos um risco sério". O ativo não faz parte desse processo, como erroneamente afirma o Sindicato dos Metroviários. "Não se trata de privatização", disse a secretaria. Desse modo, mais uma vez, a STM lamenta a postura do Sindicato dos Metroviários, que tenta induzir a população paulistana ao erro e à desinformação.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL