Abuso e assédio sexual são frequentes em escritórios da ONU, diz jornal

Patrice Gainsbourg
Janeiro 19, 2018

As Nações Unidas terão ignorado casos de assédio sexual que tiveram lugar em diferentes escritórios espalhados um pouco por todo o mundo e permitido que os ofensores tenham agido com total impunidade, noticia o "The Guardian".

O jornal britânico garante que, entre os funcionários questionados, quinze confessaram ter sido alvo ou testemunhado casos de assédio sexual, pelo menos nos últimos cinco anos. Sete mulheres chegaram a denunciar as agressões sofridas.

Três das mulheres dizem mesmo ter vivido essa situação ao terem sido despedidas ou ameaçadas de despedimento enquanto, paralelamente, os agressores permanecem em exercício de funções. "Especialmente se fores consultor", diz uma consultora, que alega ter sido assediada pelo seu supervisor quando trabalhava para o Programa Alimentar Mundial.

"Não há maneira de termos justiça e eu também perdi o meu emprego", garantiu outra, que conta ter sido violada.

Foto de beijo de Neymar e Marquezine tem direito a mão boba
Na ocasião, Neymar se declarou para Bruna Marquezine e disse que, quando viu, já estava em seus braços. Neymar postou uma foto no Instagram Stories mostrando que agora tem uma tatuagem igual à da namorada.

Um dos acusados é um alto funcionário que se mantém no posto. Posteriormente, fez uma denúncia que levou a um inquérito interno da ONU, que foi tido como inconclusivo. Além de ter perdido o emprego, ela disse ter perdido o visto e ter passado meses em um hospital devido ao estresse e ao trauma. Depois de ficar sem trabalho, ficou também sem visto no país onde esteve destacada e foi hospitalizada.

Quatro pessoas disseram não ter obtido atenção médica e psicológica adequada.

A organização, numa declaração, prometeu ainda "procurar fortalecer os esforços para investigar relatórios e apoiar as vítimas".

As Nações Unidas reconhecem que a ausência de relatórios é um problema, mas sublinham que o secretário-geral da instituição, António Guterres, estabeleceu como prioridade o combate ao assédio sexual, adotando "uma política de tolerância zero" quanto à questão.

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