Déficit na Previdência Social atingiu R$ 268,79 bilhões em 2017

Judith Bessette
Janeiro 23, 2018

BRASÍLIA - (Atualizada às 11h58) O déficit da Previdência Social somou R$ 268,8 bilhões no ano passado, considerando o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os servidores públicos da União, informou a Secretaria de Previdência, ligada ao Ministério da Fazenda, em relatório divulgado a jornalistas em Brasília nesta segunda-feira.

Em 2016, o déficit foi de R$ 226,884 bilhões. Registrou um aumento de 10,2%, totalizando R$ 437,194 bilhões. Em 2016, o rombo foi de R$ 155 bilhões - o que representou alta de 18,7%.

"Os valores das despesas por si são superiores à arrecadação". Nunca é demais recordar a dinâmica introduzida pela PEC do Teto de Gastos: se o governo só pode aumentar suas despesas de acordo com a inflação, e os gastos com a Previdência crescem em um ritmo muito maior, a conclusão lógica é a de que o pagamento de aposentadorias e pensões consumirá uma fatia cada vez maior do orçamento nacional, até inviabilizar completamente investimentos em outras áreas.

O tamanho do déficit projetado para o ano era de R$ 185,8 bilhões. O valor constatado ficou, portanto, inferior à estimativa.

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Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a expectativa é de rombo de 192,842 bilhões de reais no RGPS em 2018. A despesa total com previdência atingiu R$ 700,6 bilhões.

Segundo o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, os números reforçam a necessidade da reforma da Previdência para o reequilíbrio das contas públicas. Em relação a um possível adiamento da análise do texto pela Câmara dos Deputados, prevista para o dia 19 de fevereiro, o secretário foi enfático: "O governo trabalha com a aprovação em meados de fevereiro".

A reforma propõe a adoção de uma idade mínima - de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - e regras de transição com intuito de equilibrar as contas públicas para os próximos anos. O montante considera tanto o sistema de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado (INSS) quanto o regime próprio (dos funcionários públicos federais). Ou seja, há poucos trabalhadores para sustentar a aposentadoria dos brasileiros.

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