Ex-secretário de Obras do Rio é preso na operação Lava-Jato

Patrice Gainsbourg
Janeiro 23, 2018

A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira nove mandados de prisão e 18 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília como parte de uma investigação sobre suposto esquema de recebimento de propina e desvios de recursos públicos em obras contratadas pela Secretaria Municipal de Obras do Rio na gestão do ex-prefeito Eduardo Paes.

Na ação desta terça-feira, denominada de Mãos à Obra, a PF ainda prendeu o ex-subsecretário de Obras, Vagner de Costa Pereira, em Niterói, e o doleiro Juan Luís Bertran Bittlonch, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

- Eder Parreira Vilela, gerente administrativo da construtura Dynatest O G1 ainda não conseguiu contato com a defesa dos presos.

O dinheiro desviado por ele em obra do BRT TransBrasil, dizem os investigadores, era depositado em contas no exterior, por meio de offshore. O corredor exclusivo de ônibus articulado ligando o Centro ao bairro de Deodoro tem custo previsto de R$ 1,4 bilhão.

A TV Globo informou que um dos presos é o ex-secretário de Obras do Rio Alexandre Pinto, que já havia sido detido em agosto do ano passado também por suspeita de receber propina em obras de infraestrutura ligadas à realização da Olimpíada.

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As investigações, que resultaram na prisão do ex-secretário de obras, tiveram início na operação Rio 40 Graus. Em novembro, no entanto, acabou liberado.

A ordem de prisão foi expedida pela juíza substituta da 7ª Vara Federal no Rio, a pedido do Ministério Público Federal. Ele é responsável, segundo as investigações, por um sofisticado esquema de envio de recursos ao exterior.

Ex-secretário municipal de Obras Alexandre Pinto.

Foram identificadas cobranças de propinas relacionas às obras de restauração da Linha Vermelha; Programa Asfalto Liso; Transoeste; entorno do Maracanã; Transcarioca; prestação de serviços relacionada às obras do Corredor Transbrasil por parte do Consórcio Dynatest-TCD.

De acordo com o MPF, Vagner de Castro Pereira também teve importante papel no esquema, sendo responsável pelo recolhimento dos valores destinados ao ex-secretário. "Alexandre Pinto da Silva ocultou sua condição de real proprietário dos imóveis, tendo por objetivo blindar o patrimônio adquirido como proveito dos crimes antecedentes de corrupção passiva e distanciar ainda mais os imóveis adquiridos da origem criminosa dos valores utilizados para sua aquisição", afirmam os procuradores da República. No total, foram solicitadas ao consórcio vantagens indevidas correspondentes a 7% do valor do contrato, o que equivale a cerca de R$ 1,8 milhão.

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