Estado de emergência visa investigar "conspiração de golpe de Estado"

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 7, 2018

O Governo das Maldivas declarou o estado de emergência por 15 dias, agravando ainda mais uma crise política entre o presidente e o poder judicial, que emitiu uma ordem para libertar um grupo de líderes da oposição.

"Tive de declarar uma emergência nacional por não haver outra forma de investigar estes juízes", afirmou Abdulla Yameen num discurso televisivo ao país, à medida que os protestos se alastravam em Malé, a capital, alguns deles em frente ao edifício do Supremo Tribunal, onde os dois magistrados foram detidos, e outros em frente à casa do ex-presidente Maumoon Abdul Gayoom, onde este foi preso e tem vindo a incentivar protestos.

Centenas de manifestantes reunidos diante da sede da Corte foram dispersados com uso de gás lacrimogêneo.

As Maldivas são um arquipélago com mais de mil ilhas, mas menos de 400 mil cidadãos.

A instauração do estado de emergência no país reforça os poderes já amplos das forças de segurança para deter suspeitos. Devemos expulsá-lo do poder.

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O cantor Justin Timberlake se apresentou pela terceira vez no tradicional show de intervalo do Super Bowl . Em 2018, Timberlake foi criticado por actuar sozinho.

Nasheed foi condenado em 2015 a 13 anos de prisão por terrorismo, mas, em 2016, conseguiu viajar para o Reino unido, onde se asilou, graças a uma autorização médica. A jornalista da BBC Olivia Lang falou com o ex-Presidente maldivo exilado e ficou com a sensação que a estratégia do Governo da Índia, seu aliado, passará por apoiar, política ou financeiramente, qualquer movimento com vista à deposição de Yameen.

Gayoom foi Presidente de 1978 a 2008, quando as Maldivas se tornaram uma democracia multipartidária.

Qual a importância das Maldivas para as potências com interesses na região?

O governo alega que houve erros processuais na decisão anunciada pelo Supremo na semana passada, mas a oposição diz que Yameen quer afastar os adversários do Parlamento e, principalmente, das eleições deste ano, nas quais o presidente exilado Mohamed Nasheed poderia participar à luz do último veredicto. Essa decisão permitiria à oposição obter a maioria absoluta no Majlis, o Parlamento, e ter poder para derrubar o presidente. A decisão irritou profundamente o presidente do país, Abdulla Yameen. No seio da liderança indiana o ambiente é de indignação para com a decisão de Abdulla Yameen, mas Nova Deli não estará a ponderar aceder aos pedidos de Nasheed e intervir militarmente nas Maldivas - apesar de já o ter feito, em 1988. "À Reuters, um director de uma agência de viagens em Nova Deli conta que o estado de emergência já está a fazer-se sentir no comércio, numa altura em que as Maldivas se encontram em época alta: "[A crise] está a afectar o negócio.

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