Michel Temer faz reunião com relator da reforma da Previdência

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 7, 2018

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma da Previdência necessita dos votos favoráveis de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação na Câmara e depois ainda precisa ser analisada pelo Senado.

"Mas se esse Parlamento não entender que reformar as despesas do Estado é o único caminho para que a gente possa garantir ao brasileiro mais simples as mesmas condições. ninguém governará o Brasil no próximo ano se as reformas das despesas não forem feitas", disse o presidente da Câmara. Segundo ele, a discussão do texto deve começar na semana do dia 19 de fevereiro, após o Carnaval.

O Governo Federal está modificando a proposta original e espera aprovar a reforma da Previdência Social ainda neste mês.

A abertura dos trabalhos do Congresso em 2018 está marcada para as 17h de hoje (5) e a reforma da Previdência continua sendo o assunto da vez.

Arthur Maia disse que se a votação não acontecer em fevereiro, pelo menos o primeiro turno, ele acredita que não será mais possível votar a reforma. Durante reunião neste domingo (4), no Palácio do Jaburu, Temer discutiu com o relator da proposta, Arthur Maia (PPS-BA), e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) a possibilidade de ampliar o limite para o acúmulo de pensão e aposentadoria e criar um sistema de transição para os servidores públicos que ingressaram no serviço antes de 2003. O deputado afirmou nesta segunda-feira (5) que ainda se negociam as mudanças que devem ser feitas no texto da reforma para trazer mais votos e que ainda não está fechada uma proposta.

Cristas exige que Medina pague os juros da taxa de proteção civil
A vereadora do CDS acrescentou esperar "que o presidente da Câmara ainda reconsidere". A "devolução maior chegará a cerca de um milhão de euros", elencou.

Regimentalmente previsto para sexta-feira (2), o início dos trabalhos do Congresso Nacional foi adiado pelo presidente da Casa, senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE). Os chefes das duas Casas Legislativas são eleitos a cada dois anos, não podendo ser reeleitos exceto quando há mudança de uma legislatura para outra, a cada quatro anos.

Ao lado de Maia, o presidente do Senado, Eunicio Oliveira (MDB-CE), não falou com a imprensa.

Foi oportuno, portanto, o esclarecimento de Rodrigo Maia, assegurando que está mantida a data de votação. "Será o fim dos privilégios e igualdade para todos".

Enquanto Rodrigo Maia discursava da tribuna a favor da reforma da previdência, os deputados da oposição faziam protesto com folhas de papel contendo assinaturas de populares contra o projeto. Matéria da Previdência não é matéria da Câmara.

Tradicionalmente o presidente da República comparece à cerimônia para entregar pessoalmente a mensagem do Executivo com os principais projetos que pretende enviar ao Legislativo. Então, nós temos que aguardar qual a definição da Câmara. No ano passado, Michel Temer fez questão de estar presente.

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL