Planalto não interferiu na prisão de Funaro, diz Padilha

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 9, 2018

Geddel Vieira Lima também falou à Justiça Federal em Brasília, no processo em que ele é acusado de tentar atrapalhar a delação do operador Lúcio Funaro.

Numa divagação, Geddel disse que as "ligações amigáveis devem ter feito bem" à mulher do delator. O ex-ministro reafirmou que o caráter das ligações eram pessoais, para confortar Raquel pela situação que passava, da prisão de Funaro, e sempre reforçava a ela que tudo "iria passar".

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, negou nesta terça-feira (6) em depoimento à Justiça Federal do Distrito Federal ter tratado da delação e soltura de Lúcio Funaro, apontado por investigadores como operador de propinas de políticos do PMDB.

Questionado se a detenção de Funaro causou mal-estar no Palácio do Planalto, Padilha respondeu que não.

Após visita de ministro a Boa Vista, casa de venezuelanos é incendiada
A Polícia Civil de Roraima investiga um incêndio ocorrido nesta quinta-feira (08) em uma residência venezuelana, em Boa Vista. Tentaram fazer a reunião na base área da capital de Roraima, mas a governadora manteve a reunião no palácio de governo.

"A mim não, absolutamente".

Padilha disse que tomou conhecimento da prisão de Lúcio Funaro pela mídia e que reagiu de forma indiferente à notícia. "Ele [Geddel] veio poucas vezes a Brasília e possivelmente tenha tido algum contato pessoal que não lembro dia ou data", disse. "Eu não pedi e não sei de ninguém que tenha pedido". O ministro foi ouvido por videoconferência.

Padilha disse ainda que conhece Geddel desde 1995, quando ambos eram deputados e que sempre viu nele uma pessoa correta que cumpria com suas obrigações.

Hoje, Geddel está em regime fechado, no Complexo Penitenciário da Papuda, devido ao caso dos R$ 51 milhões em espécie localizados em um apartamento que seria usado por ele em Salvador (BA).

Outros relatórios LazerEsportes

Discuta este artigo

SIGA O NOSSO JORNAL