Rússia denuncia ataques aéreos dos EUA contra milícias pró-regime — Síria

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 9, 2018

A informação do ataque à larga escala desencadeado esta quarta-feira confirma as notícias avançadas pela televisão estatal síria, que dão conta de um ataque contra forças pró-governamentais na província de Deir al-Zor, provocando "dezenas de mortos e de feridos".

Eles denunciaram que têm sido realizados sistematicamente para fornecer apoio a grupos terroristas que buscam se apoderar do país, uma vez que a Frente al-Nusra - outro grupo extremista opositor ao governo - está perdendo território para as forças de Bashar al-Assad.

De acordo com a coligação internacional, este foi um ataque realizado "em legítima defesa", uma vez que o quartel general das Forças Democráticas da Síria em Deir al-Zor, onde estavam estacionados vários militares norte-americanos, tinha sido alvo de um recente ataque desencadeado pelas forças afetas ao regime de Bashar al-Assad.

Em resposta, os combatentes apoiados pelos Estados Unidos e as forças da coligação lançaram "uma combinação de ataques aéreos e de artilharia contra os agressores". Por seu lado, Frants Klintsevich, deputado russo e membro da Comissão de Defesa e Segurança da Federação Russa, disse à agência Interfax que "as acções da coligação norte-americana violam as normas legais", constituindo "um acto de agressão, para lá de qualquer dúvida". Assinalou ainda que as forças sírias fiéis ao Governo de Damasco não conseguiram coordenar a sua ação com os militares russos antes do início da sua missão. "Suspeitamos que as forças pró-regime estava tentando ocupar territórios que as SDF haviam tomado do Estado Islâmico em setembro de 2017", disse a fonte.

Energia de poste onde estudante de Cardoso morreu foi furtada
A Dream Factory diz que lamenta a morte e aguarda o resultado da perícia para confirmar a relação da instalação com a morte. Das 110 câmeras, 58 estavam afixadas em postes, segundo a pasta. "Foram localizados 16 aparelhos".

"Os responsáveis da coligação estão em contacto regular com os homólogos russos antes, durante e depois" dos ataques, garantiu o responsável norte-americano.

A mesma fonte refere que os Estados Unidos não descartaram a hipótese de envolvimento de combatentes apoiados por forças iranianas neste ataque.

Estes combates, considerados dos mais mortíferos entre os dois campos, surgem num momento de crescentes tensões entre Damasco e Washington, com os Estados Unidos a acusaram o regime sírio de ter utilizado armas químicas, que as autoridades sírias já desmentiram. O Exército sírio e seus aliados, incluindo a Rússia e o Irã, costumam concentrar seus ataques em regiões controladas pelo Exército Livre da Síria (ELS), apoiado pela Turquia, e por grupos ligados à al-Qaeda e ao Estado Islâmico.

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