Temer diz que é possível fazer concessão na aposentadoria do serviço público

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 11, 2018

Durante entrevista à uma rádio do Rio Grande do Sul na sexta-feira, o presidente Michel Temer criticou a interferência do judiciário na posse da deputada Cristiane Brasil, nomeada por ele como ministra do Trabalho e impedida de assumir o cargo após um juiz de primeira instância conceder uma liminar suspendendo a posse por conta de condenações sofridas pela parlamentar na Justiça do Trabalho.

"Queria sugerir os marqueteiros do governo que mantivessem a campanha [sobre a reforma da Previdência], que é boa, mas trocassem os personagens". Em vez dos dois Joões, do João 1 e do João 2, eles colocassem o Michel 1 e o Michel 2. "O Michel privado, cidadão. O Michel cidadão, que se aposentou aos 55 anos de idade, ganhando inicialmente R$ 48 mil de aposentadoria, hoje ganha R$ 68 mil. E acha que fez por merecer", disse Calheiros.

Na sequência, Renan Calheiros acusa Temer de deixar de atualizar as suas informações no INSS, ficando inclusive sem receber o benefício da aposentadoria por um período, para tirar o foco de si e conseguir aprovar a reforma no Congresso.

Gêmeas de Ivete Sangalo nascem em Salvador, no sábado de Carnaval
O governador da Bahia, Rui Costa, também se manifestou nas redes sociais e por meio de nota para parabenizar Ivete e a família. A rainha do Carnaval, a cantora Ivete Sangalo , não perdeu a majestade no ano em que ela não reinaria na folia de Salvador.

Renan dispara: "E o Michel presidente, que é sabido, quer a reforma e que os outros contribuam até os 75 anos".

O presidente salientou, no entanto, que é preciso reconhecer que "há uma repartição de competências entre o que o governo federal pode fazer e que os Estados podem fazer" e, por isso, o papel do seu governo será de "coordenação".

Apesar de ser do mesmo partido de Temer, Renan tem adotado um discurso duro contra o presidente desde o ano passado. Enquanto o Palácio do Planalto diz que uma parcela da base aliada não quer a votação para evitar desgastes junto a seu eleitorado, deputados alegam que o problema é do governo, que perdeu força política depois das denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República.

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