Rebelião de reclusos no Estabelecimento Prisional de Lisboa

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 12, 2018

Para além dos guarda-costas que acompanham diretamente Celso Manata, quer agentes da PSP trajando à paisana, quer um carro-patrulha e também uma equipa da Esquadra de Intervenção do Comando Distrital da PSP mantiveram-se na Avenida Artur Soares e nas imediações da Cadeia Regional de Braga, na zona de Monte Castro, da freguesia de São Vicente, em Braga, antes e durante a visita da comitiva àquele estabelecimento prisional.

Houve uma rebelião na ala E do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) - onde estão mais de 300 reclusos - numa situação que chegou a estar fora de controlo dos guardas.

Em declarações à agência Lusa, Celso Manata disse que "houve um conjunto de guardas que às quatro horas da tarde abandonaram o serviço ilegalmente", o que provocou "dificuldade em manter os horários normais" nas visitas, refeições e medicação.

O diretor-geral dos Serviços Prisionais admitiu depois ao Expresso uma situação de alguma tensão, que obrigou à chamada do Grupo de Intervenção e Segurança Prisional (GISP) mas acrescentou que "em momento nenhum houve necessidade de utilizar a força física".

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A assessoria de Segovia informou à Globo que o diretor-geral da PF está em viagem ao exterior e ainda não recebeu a intimação. Barroso frisou ainda que Segóvia deverá se abster de novas manifestações sobre o caso.

"Todo o serviço atrasou", lamentou, e "houve um gradão que caiu porque os presos se encostaram", referiu Celso Manata, garantindo que os guardas que saíram "vão ter um processo disciplinar por causa disso".

Os distúrbios tiveram início quando os reclusos viram a sua hora de visitas encurtada, tendo partido caixotes do lixo, atirado comida para o chão e vandalizado o refeitório.

O diretor dos Serviços Prisionais referiu que o horário antes de janeiro tinha turnos de 24 horas seguidas e era considerado "desumano" pelos guardas, que também se queixavam de não receber horas extraordinárias, "o que também era verdade".

Também o presidente do Sindicato Nacional do Corpo dos Guardas Prisionais, Jorge Alves, disse no sábado à Lusa que o EPL se debate com falta de efetivos da guarda prisional, o que tem levado a que serviços, como as consultas médicas, sejam sistematicamente adiados.

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