Bombardeios do regime sírio deixam 100 civis mortos

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 21, 2018

Os ataques ocorreram entre domingo (18) e segunda-feira (19).

O número diz apenas respeito apenas às vítimas civis registadas desde o passado domingo, no enclave de Ghouta, a leste de Damasco, segundo os dados recolhidos pela organização não-governamental Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Imagens mostram equipes de resgate trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes. Quatro hospitais improvisados, incluindo uma maternidade, foram atingidos na segunda.

Os ataques aconteceram em uma área conhecida como Ghouta Oriental, um conjunto de cidades satélites e fazendas a leste de Damasco.

Na véspera, foram 100 civis mortos, incluindo 20 crianças, de acordo com a ONG, no ataque mais violento registrado até o momento contra Guta Oriental, onde quase 400 mil pessoas vivem cercadas e em péssimas condições.

Este é o terceiro dia consecutivo de bombardeios das forças do regime, que estariam prestes a iniciar uma ampla ofensiva terrestre contra o último bastião rebelde perto da capital da Síria.

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Os bombardeios são a mais dura ofensiva do ditador sírio na tentativa de acabar com a rebelião contra ele que já dura sete anos. Um médico que não quis se identificar classificou o ataque como um massacre contra a população civil.

Ele criticou ainda a falta de ação da ONU e os governos de Rússia e Irã, que apoiam Assad. As localidades do reduto rebelde são bombardeadas de forma intermitente desde então.

"Na segunda-feira, cinco hospitais: o hospital Al-Marj, o hospital Saqba, a maternidade de Saqba e o hospital Al-Hayat, para além de um outro hospital em Douma, foram alvo de ataques, com três dos cinco hospitais fora de serviço e dois a funcionarem parcialmente", referiu em comunicado Panos Moumtzis, coordenador regional do gabinete dos assuntos humanitários da ONU para a Síria.

"É imperativo pôr fim imediatamente a este sofrimento humano insensato", sustentou Moumtzis em um comunicado. "Ataques contra civis inocentes e infraestruturas devem parar imediatamente", afirmou ele em nota.

Ao fazer um apelo pela interrupção do bombardeio, agentes das Nações Unidas disseram que a situação está "fugindo do controle".

A Unicef sublinha em rodapé que "Já não temos palavras para descrever o sofrimento dos menores e a nossa indignação".

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