Sobreviventes de massacre em Parkland organizam protesto em Washington

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 21, 2018

Com a cabeça para baixo, não mostrou qualquer emoção durante a audiência.

O ex-aluno Nikolas Cruz, de 19 anos, enfrenta múltiplas acusações de assassinato sobre as mortes de 14 estudantes e três funcionários, e acusações sobre mais de uma dúzia de feridos, em um massacre que eclipsou Columbine como a pior matança em uma escola de ensino médio.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, afirmou nesta segunda-feira que o presidente conversou com o senador John Cornyn, um republicano do Texas, sobre um projeto bipartidário destinado a fortalecer o banco de dados da Agência Federal de Inteligência (FBI, na sigla em inglês) sobre os compradores de armas.

Uma semana depois de um dos tiroteios mais mortais na história dos EUA, ninguém baixou os braços.

Apesar de a Casa Branca falar de uma possível disposição de Trump em apoiar restrições no momento da compra de uma arma, o presidente americano se apresentou na eleição de 2016 como o candidato contrário ao controle de armas.

Rúben Neves e Iker Casillas não poupam o árbitro do Tondela-Sporting
O golo de Coates, aos 99 minutos, salvou o Sporting de um empate que poderia comprometer as ambições dos leões na luta pelo título.

Os ônibus que levarão os alunos do instituto Marjory Stoneman Douglas de Parkland (sul da Flórida) até a capital do estado, Tallahassee, situada a 644 quilômetros, sairão hoje desde Coral Springs, uma cidade vizinha à primeira.

Foram muitos os amigos e familiares das vítimas que prestaram as últimas homenagens a quem perdeu a vida no ataque.

"É realmente importante expressar nossa raiva e a importância de finalmente tentar mudar e ter mais controle sobre as armas nos EUA", disse Ella Fesler, uma estudante de 16 anos de Alexandria, na Virgínia.

No ano passado, já na Presidência, Trump prometeu à Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), principal promotora do lobby em favor do comércio de armas no país, que ele jamais iria infringir o direito constitucional de se obter armas nos EUA.

A pesquisa elaborada para o "The Washington Post" e a emissora "ABC" indica que 62% dos indagados consideram que Trump não está tomando as medidas apropriadas após o tiroteio na escola de ensino médio na Flórida que deixou 17 mortos e uma quinzena de feridos. Em sua reação ao massacre na Flórida, ele não mencionou o controle de armas e defendeu o aumento da segurança nas escolas.

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