Temer usa intervenção para buscar reeleição e tirar votos de Bolsonaro — Lula

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 21, 2018

"Como é só previsão e é uma tese minha, vamos ver o que vai acontecer", afirmou Lula. Porque, enquanto tiver esse time jogando no Rio de Janeiro, não tem Exército brasileiro, nem exército no mundo que consiga controlar a violência no Rio de Janeiro. O petista lembra pesquisa recente realizada pela DataFolha, do jornal Folha de S.Paulo, mostrando que "os deputados não iriam votar a reforma da Previdência". 'Vamos criar outro espetáculo'. E não vai acabar. "O Exército ficou quase um ano na favela da Maré e quando saiu os problemas voltaram", destacou. "Obviamente que ninguém pode ser contra uma tomada de posição emergencial para tentar conter a violência no Rio". Para o ex-presidente, a intervenção é também teria o objetivo de desviar a atenção do fracasso do governo com relação à reforma da Previdência. Se o Estado não está presente com políticas públicas, não dá certo. "Colocar o Exército numa tarefa dessa, depois do espetáculo, o resultado pode ser negativo".

Segundo o petista, a medida trata-se de uma tática de Temer para concorrer às eleições de outubro.

Ainda na entrevista, Lula revelou que o candidato a vice-presidente, na chapa dele, será o o empresário Josué Alencar (MDB), filho do vice-presidente da gestão Lula, José Alencar. "Eu acho que o Temer está fazendo uma aposta: tirou da pauta uma coisa que a sociedade era contra, a Previdência, e colocou nela uma das grandes preocupações da população, que é o combate à violência", completou. Lula cumpria agenda na capital mineira e, em entrevista em entrevista a uma rádio local, disse que a atuação do Exército nas favelas cariocas é inadequada.

"Tudo o que eu quero é que essa gente analise os autos do processo, veja as testemunhas de acusação e de defesa, e essas pessoas me declarem inocente".

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"Estou sendo vítima de uma perseguição jurídica institucional". A minha prioridade primeiro é cuidar da minha saúde e me defender a cada dia, cuidar dos meus processos e provar minha inocência.

Já sobre as possibilidades de alianças políticas, Lula não descartou unir forças até mesmo ao MDB de Michel Temer.

"Isso de 'PMDB nunca mais' é uma bobagem".

O ex-presidente visita na manhã desta quarta-feira, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. "Qual o problema de um governo?" Mas quando ele tem credibilidade, ele fala com a sociedade, a sociedade vai ganhando confiança e ele vai tendo tempo de construir.

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