Bastonário quer que médicos deixem de ser chamados doutores

Oceane Deschanel
Fevereiro 22, 2018

"Este ano há um atraso maior porque o processo está no Ministério das Finanças à espera de ser concluído", afirmou Adalberto Campos Fernandes aos jornalistas à margem da assinatura da apresentação de um projeto conjunto entre o Ministério da Saúde e a fundação bancária la Caixa sobre cuidados paliativos.

Questionado sobre como decorrerá a relação institucional entre a Ordem dos Médicos e o ministro da Saúde, Miguel Guimarães comentou: "vai ser difícil, vai ser muito difícil". Gostava de uma designação nova. "Não se pode acreditar no ministro da Saúde", disse Miguel Guimarães em comunicado. "O que o doente tem de saber é o nome e a profissão [de quem o está a tratar]", justificou Miguel Guimarães, ao Público, esta quarta-feira.

A Ordem dos Médicos (OM) criou uma morada eletrónica para os clínicos denunciarem situações de "deficiência e insuficiência" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e vai enviar ao ministro artigos científicos sobre os problemas associados à medicina tradicional chinesa.

Além da questão dos concursos, o representante dos médicos aludiu à publicação da portaria que valida a criação de ciclos de estudo que conferem o grau de licenciado em medicina tradicional chinesa.

Avião com cinco pessoas a abordo cai perto do Aeroclube de Manaus
O Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Seripa-7) disse que apura o ocorrido. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, foi acionado para fazer o resgate das vítimas.

Assinado a 15 de fevereiro pelo ministro das Finanças e pelo Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, o despacho n.º 1853/2018 desbloqueia a contratação de jovens que concluíram em outubro a especialidade em Medicina Geral e Familiar. "Neste momento já não tenho razões para acreditar no ministro da Saúde", declarou.

Segundo a Agência Lusa, elementos da Ordem dos Médicos estarão hoje a acompanhar um grupo de recém-especialistas da área hospitalar ao parlamento para entregar uma carta a contestar o facto de mais de 700 profissionais estarem há largos meses à espera da abertura de concurso.

Segundo o Sindicato Independente dos Médicos, pelo menos 200 dos cerca de 700 médicos recém-especialistas hospitalares já terão saído para o estrangeiro, para o sector privado ou para parcerias público-privadas, desistindo de aguardar pela abertura de concursos.

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