Inspirada em "Vai Malandra" de Anitta, Isadora Willians faz história na patinação

Vincent De Villiers
Fevereiro 22, 2018

A patinadora é norte-americana de nascimento, porém, filha de brasileira e convencida pela mãe a defender a nação verde e amarela nos Jogos.

"Esse era o tipo de apresentação que eu queria fazer em Sochi. Estou mais leve e tenho uma memória melhor sobre os Jogos Olímpicos", disse Isadora à reportagem, em um português carregado de sotaque. Isadora Williams alcançou a melhor nota da sua carreira (55.74) no programa curto e ficou entre as 24 atletas que avançam à final (programa livre) da patinação artística individual em PyeongChang. Fã confessa da cantora Anitta, ela inclusive se preparou para a prova ouvindo a música "Vai, Malandra", pouco antes de realizar o feito histórico.

No ano seguinte ela já participava do Mundial Júnior e em 2012 começou a competir na categoria principal.

Se pensarmos em perspectiva, o feito de Isadora, de 22 anos, é ainda mais impressionante. Nesse período, conquistou seis medalhas internacionais na modalidade (as primeiras do país).

Fã de brigadeiro, Isadora enfrenta uma rotina desgastante de treinos em dois períodos durante toda a semana. Pelo visto, valeu a pena. Os resultados no ciclo olímpico comprovam sua evolução.

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Apesar do placar fechado, o primeiro tempo teve muitas emoções na Arena, e as duas grandes chances de marcar foram gremistas. Em jogada individual, ele deixou a defesa na saudade, invadiu a área e bateu no canto, mas Campaña pegou com o pé.

Em três anos, ela conseguiu aumentar em dez pontos -quantia significativa em um esporte que pode ser decidido em centésimos- sua nota no programa curto.

Em sua primeira Olimpíada, com apenas 18 anos, Isadora sentiu o peso e o tamanho dos Jogos. Em 2017, Isadora saiu da casa dos pais em Ashburn, na Virgínia (EUA), para treinar na Floyd Hall Arena, em Little Falls.

Na última temporada, a brasileira passou a treinar com o casal de ex-patinadores olímpicos Igor Lukanin e Kristin Frasier-Lukanin. Eles a ajudaram a se aperfeiçoar tanto técnica quanto psicologicamente. "Só controlo aquilo que eu posso fazer e eu quero executar um programa longo mais forte, limpo e com todos os elementos perfeitos", diz. Tanto que ela quer mais nesta quinta-feira (22), a partir das 21h30 (de Brasília), na final da patinação artística nos Jogos.

"Eu sou a minha maior adversária, tenho uma luta interna enorme comigo mesma".

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