Meirelles nega intenção de criar imposto para financiar segurança

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 22, 2018

Mais cedo, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse que não fazia sentido ter feito uma intervenção se for para extingui-la com o objetivo de votar a reforma previdenciária. Sem dizer quando e descartando que isso possa ocorrer ainda em 2018, o ministro diz que a proposta do governo somente foi adiada, não "sepultada".

"O tema central da entrevista seria a votação da reforma da Previdência e, como a tramitação da reforma está suspensa em função da decretação da Intervenção na Segurança no Estado do Rio de Janeiro, sua divulgação perdeu objeto neste momento", afirmou a emissora em nota. "Ela está suspensa até que seja encerrada a intervenção no Rio, que é um assunto prioritário, não poderia ser adiado".

A intervenção no Rio, afirmou o ministro, era "absolutamente necessária" e relatou que, "uma das evidências disso é que crianças, senhoras e jovens vinham sendo alvos de balas perdidas". Entretanto, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, a previsão é de "aumentos brutais" de impostos no país.

Fernando Negrão confiante na eleição como líder na bancada parlamentar do PSD
A escolha do deputado que apoiou Santana Lopes nas diretas gerou, nos últimos dias, algum descontentamento na bancada. Foi eleito - é o que consta da ata da votação - com 39,3% dos votos.

Henrique Meirelles ressaltou que o déficit da Previdência vai crescendo a cada ano e daqui a dez anos vai ocupar 80% do orçamento do governo, sobrando pouco para outros gastos, como educação e saúde. "A questão é quando será feita essa reforma", explicou. Ele também afastou a necessidade da volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) em 2018. "O teto de gastos estabelece um limite para crescimento das despesas a cada ano". "Se não houver reforma, os brasileiros não vão receber suas aposentadorias", afirmou o ministro. "Minha ideia é fazer a reforma para não ter de aumentar impostos", disse ele.

Nesta semana, o governo jogou a toalha em relação à proposta devido à decisão pela intervenção federal no Rio de Janeiro, que não permite mudanças constitucionais enquanto estiver em vigor. Esperamos que a reforma seja votada neste ou no próximo governo.

Meirelles ressaltou que o IBC-Br espécie de prévia do PIB calculada pelo Banco Central, cresceu fortemente em dezembro.

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