Menino argentino morre após contrair a ameba que "come cérebro"

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 22, 2018

Um garoto de oito anos é a primeira vítima mortal da bactéria Naegleria fowleri, uma ameba, na Argentina, segundo o Clarín. Acredita-se que a ameba tenha chegado à Argentina devido às alterações climáticas globais. Quando fica sem espaço, este parasita invade os nervos responsáveis pelo olfato, chegando assim ao cérebro, onde invade as membranas que revestem e protegem o sistema nervoso central.

Apesar de ser uma novidade para muitos países sulamericanos, nos Estados Unidos, entre 1962 e 2012 foram registrados 128 casos dessa parasitose e apenas um paciente - uma garota de 12 anos - conseguiu sobreviver. À medida que a doença foi avançando, o menino começou a ter falhas respiratórias e a manifestar sinais de degradação das capacidades sensitivas e a ter convulsões.

A meningoencefalite amebiana primária (MAP) é uma infecção que causa a destruição do tecido cerebral.

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Os sintomas iniciais costumam aparecer dentro de um a sete dias e podem incluir dor de cabeça, febre, náusea e vômitos. Segundo o jornal, a criança também manifestou fotofobia e sonofobia, que é aversão à luz e a ruídos, além de outros sinais de irritação meníngea, como dor à flexão do quadril, tensão muscular, rigidez do pescoço, entre outros. A criança morreu em fevereiro de 2017, mas o caso só agora foi conhecido.

A ameba é um microrganismo que entra no corpo humano pelo nariz com o intuito de se reproduzir nos tecidos nasais. Segundo o Relatório Epidemiológico de Córdoba, citado pelo mesmo jornal, quando o parasita Naegleria fowleri infeta as pessoas, provoca a morte em 97% dos casos.

"Este é o primeiro registro de Meningoencefalite Amebiana Primária (MAP) documentado, produzido por Naegleria fowleri na Argentina, que é um caso autóctone, uma vez que a criança teria adquirido a infecção nas águas de um lago poluído", afirmou a Isid em comunicado. Isso não indica que não podem ter ocorrido outros. É causada pela Naegleria fowleri, uma ameba encontrada em todo o mundo, em locais de água doce temperada, como lagos e rios. Isto porque a ameba só costuma infetar o corpo humano se entrar pelo nariz em altas pressões, algo que é menos provável numa natação mais tranquila. Não pode ser transmitida de pessoa para pessoa.

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