Universidade de Brasília terá disciplina sobre 'golpe de 2016'

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 22, 2018

As aulas pretendem discutir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que tramitou no Congresso Nacional entre dezembro de 2015 e agosto de 2016.

O Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília vai oferecer aos alunos de graduação, neste semestre, aulas sobre "o golpe de 2016".

O segundo: "Analisar o governo presidido por Michel Temer e investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil".

A programação do curso compreende cinco módulos: "1". O curso inclui entre os módulos "O governo ilegítimo e a resistência", que foi considerado pelo MEC, junto com "Democratização e Desdemocratização" e "O PT e o pacto Lulista" um "ataque claro às instituições brasileiras, incluindo o próprio Supremo Tribunal Federal (STF)".

O professor Luis Felipe Miguel reagiu à notícia.

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Apesar do placar fechado, o primeiro tempo teve muitas emoções na Arena, e as duas grandes chances de marcar foram gremistas. Em jogada individual, ele deixou a defesa na saudade, invadiu a área e bateu no canto, mas Campaña pegou com o pé.

Trata-se de uma disciplina corriqueira, de interpelação da realidade à luz do conhecimento produzido nas ciências sociais, que não merece o estardalhaço artificialmente criado sobre ela. Por meio de nota a instituição afirma que a proposta de criação das matérias é de responsabilidade das unidades acadêmicas, que têm "autonomia para propor e aprovar conteúdos".

A reportagem também procurou a Universidade de Brasília para comentar o processo de escolha e aprovação das disciplinas ministradas.

"A referida disciplina é facultativa, não integrando a grade obrigatória de nenhum curso."
A UnB finaliza seu posicionamento reiterando "seu compromisso com a liberdade de expressão e opinião - valores fundamentais para as universidades que são espaços, por excelência, para o debate de ideias em um Estado democrático".

O professor da Universidade de Brasília (UnB) Luis Felipe Miguel, defendeu a criação do curso "O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil" após o Ministério da Educação (MEC) anunciar que vai acionar a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) contra a disciplina.

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