Criminalidade pode migrar para outros Estados, diz ministro

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 23, 2018

"E nós temos, sim, essa é uma preocupação que a gente tem", disse o ministro.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (22) que a possibilidade de migração de criminosos do Rio de Janeiro para outros estados é "plausível" e causa preocupação.

"É claro que preocupa e é claro que é importante ter a cooperação desses estados".

Jungmann falou do assunto após reunião do Conselho Militar de Defesa em Brasília com o presidente da República, Michel Temer (MDB), em Brasília. Torquato disse não haver "certeza" sobre as consequências da intervenção federal no Rio para a segurança pública de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Onde há uma eficácia maior, o crime de certa maneira migra. "Acredito que o futuro Ministério da Segurança debruçar-se-á sobre isso em conjuntos com esses governos", disse. Também nesta quinta-feira, em São Paulo, o ministro Torquato Jardim se reuniu com os secretários de segurança dos três Estados.

Ao ser indagado se seria possível recuperar a estrutura policial do Rio de Janeiro, que estaria sucateada por falta de recursos, o ministro da Defesa rebateu a tese dizendo que "eles têm dinheiro no orçamento".

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O ministro afirmou ainda que espera que o general Walter Braga Netto, escolhido pelo presidente Michel Temer para ser o interventor, apresente na próxima semana o planejamento da intervenção. "Acho que essa semana não mais, mas possivelmente no início da próxima", disse Jungmann.

Além da intervenção, que o governo classifica como administrativa, desde julho de 2017 militares das Forças Armadas atuam em operações no Rio, mantidas por um decreto de garantia da lei e da ordem (GLO). Contudo, o comando da polícia militar e civil será do comandante. "Se a marola, a onda, virar tsunami, vamos realizar reuniões em tantos estados e regiões quanto se fizer necessário", disse o ministro.

Jungmann afirmou que não há definição sobre recursos que serão repassados para o Rio de Janeiro, por conta da intervenção.

Temer, na saída do encontro, limitou-se a dizer que na reunião foi feita uma "exposição sistêmica de tudo aquilo que as Forças Armadas fazem", mas não falou de Ministério da Segurança ou da intervenção no Rio. Esse colegiado tem como objetivo assessorar o presidente da República em relação a normas de organização, preparo e emprego das Forças Armadas.

Presidido pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, o Conselho Militar de Defesa é composto pelos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e pelo chefe do Estado-Maior.

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