Lava Jato prende presidente da Fecomércio-RJ

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 23, 2018

Agentes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta sexta-feira (23), o presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz. A ação faz parte da Calicute, desdobramento da Lava Jato, e é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal do Rio (MPF-RJ). De acordo com o MPF, todos são funcionários da Fecomércio-RJ. Eles tiveram dificuldades para entrar no prédio, que não tinha porteiro e demoraram para subir até encontrarem a chave. Além dos quatro mandados de prisão, há mandados de busca e apreensão.

A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e pertinência a organização criminosa. Mas está afastado do cargo desde dezembro por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de ter praticado irregularidades no comando da entidade.

Ao menos R$ 180 milhões foram desviados da Fecomercio-RJ em um esquema que envolveu pagamentos de honorários advocatícios com dinheiro da própria entidade. Entre os desvios investigados, está a contratação de funcionários fantastamas com dinheiro destinado ao Sesc e ao Senac. De acordo com o Ministério Público, Diniz teria utilizado Álvaro Novis, mesmo doleiro da organização criminosa de Cabral, para movimentar quantias de origem ilícita. Os principais alvos estão relacionados à federação. Há mandados de prisão contra outras três pessoas.

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As investigações sobre o que possa ter ocorrido com a aeronave já teve início e devem ficar sob a responsabilidade do Seripa. Os sobreviventes foram levados pelo SAMU para o hospital João Lúcio, na zona centro-sul.

Segundo a investigação, as contratações fantasmas foram feitas a pedido de Cabral, e auxiliaram o ex-governador a aumentar a propina que era regularmente distribuída aos seus operadores mais próximos e seus parentes, num esquema que movimentou mais de R$ 7,5 milhões.

A Fecomércio contratava o escritório de advocacia da mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo. A suspeita é a de que Cabral tomava medidas para ajudar a entidade de classe do comércio.

Nesse valor, estão incluídos cerca de R$ 20 milhões que teriam sido pagos ao escritório pertencente à esposa de um ex-governador do Rio que se encontra recolhido ao sistema prisional à disposição da Justiça.

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