Raquel Dodge é contra pedidos de ex-diretor da Dersa ao STF

Patrice Gainsbourg
Fevereiro 23, 2018

Documentos enviados ao Ministério Público Federal em São Paulo por autoridades da Suíça revelam que o ex-presidente da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, tinha R$ 113 milhões em contas naquele país.

Segundo essas informações, em junho de 2016 as quatro contas bancárias atingiam o saldo conjunto de cerca de 35 milhões de francos suíços, equivalente a R$ 113 milhões, convertidos na cotação atual.Em fevereiro do ano passado, tais valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas.

As informações sobre as contas em nome de Souza, segundo o Estadão e a Folha, estão na decisão em que a juíza federal Maria Isabel do Prado autorizou o bloqueio do montante e o estabelecimento de uma cooperação internacional entre o Ministério Público Federal e a Suíça para recuperar os valores.

Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi diretor da estatal paulista entre 2005 e 2010. Essa redução indicaria "desfazimentos de bens a fim de evitar eventual ressarcimento ao erário".

A decisão da juíza foi anexada pelos advogados do ex-diretor da Dersa ao inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal que investiga o senador José Serra (PSDB-SP).

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Como justificativa para pedir que as investigações tramitem somente no STF, a defesa do ex-diretor da Dersa destaca uma decisão do ministro Gilmar Mendes de setembro do ano passado, na qual determina que "o que foi produzido até agora em relação ao caso deve ser enviado ao Supremo", diz a defesa de Paulo Souza.

O inquérito no Supremo foi aberto em 2017 a partir da delação da Odebrecht, que disse ter pago propina no Rodoanel supostamente em benefício de Serra.

Ex-dirigentes da empreiteira afirmaram ter ocorrido acordos entre construtoras, que teriam sido intermediados pela Dersa - à época, comandada por Paulo Vieira.

Os procuradores pediram a quebra do sigilo bancário dele.

A investigação, autorizada pelo ministro do STF Edson Fachin, surgiu após delatores da Odebrecht relatarem irregularidades na licitação das obras do Rodoanel Sul, em São Paulo.

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