Protecionismo dos EUA pode enfraquecer OMC, opina Goldman Sachs

Eloi Lecerf
Março 5, 2018

O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, demonstrou preocupação, nesta sexta-feira (02), com a possibilidade de uma guerra comercial entre as nações produtoras e importadoras de produtos siderúrgicos, causada pelos Estados Unidos.

Donald Trump afirmou na quinta-feira que anunciará na próxima semana a imposição de tarifas aduaneiras de 25%, para as importações de aço, e 10%, para as de alumínio. A União Europeia ameaçou responder com tarifas sobre produtos americanos.

O Departamento propôs a Trump penalizar todas as importações de alumínio e aço, taxar apenas as de alguns países ou impor cotas. "Eles não querem serem vistos como a parte que está destruindo o sistema de comércio internacional". Representantes das principais indústrias siderúrgicas, ouvidos pela Agência Brasil, avaliam que os demais países afetados pela medida buscarão destinar suas vendas a outros consumidores, o que resultará numa forte pressão comercial sobre as empresas que produzem e empregam no Brasil.

O anúncio de Trump suscitou várias reações e críticas. "Por exemplo, quando estamos abaixo de US$ 100 bilhões com um certo país e eles ficam fofos, não negocie mais - nós ganhamos muito".

Desta forma, o ministério argumenta que os dois mercados são complementares e, assim, não haveria porque alegar problema de segurança nacional, como foi a justificativa de Trump.

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Speaking of expansion in China, just a few days ago, February 26, Daimler and BAIC announced plans to further expand production. Li Shufu is keen on global expansion as they also bought a 49.9 percent share of Lotus under Geely.

Nesta sexta-feira, 2, ele publicou nas redes sociais um alerta de que considera que "guerras comerciais são boas" quando um país está "perdendo bilhões de dólares com virtualmente todos os países com os quais mantém negócios".

Os países membros da OMC tradicionalmente se abstêm de citar segurança nacional por medo de que isso poderia dar uma cláusula de saída das regras que governam o comércio mundial há quase um quarto de século. O Canadá é o maior exportador de aço para os EUA.

O presidente da União Europeia, Jean-Claude Juncker, afirmou que o bloco irá retaliar caso Trump cumpra a promessa.

Um enviado comercial da Coréia do Sul reuniu-se com a equipe econômica de Trump e "exigiu fortemente" que a nova tarifa tenha o menor impacto possível nos produtos sul-coreanos, de acordo com comunicado de Seul. Impactos no setor podem prejudicar eleitores de estados agrícolas, uma base eleitoral importante de Trump. Ele disse que a quantidade total de tarifas que o governo dos EUA propõe é de cerca de US$ 9 bilhões por ano, uma fração de 1% da economia.

O Canadá, o maior fornecedor dos Estados Unidos em aço e alumínio, considerou inaceitável a determinação de Trump.

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