Estados do Nordeste assinam acordo de cooperação em segurança pública

Oceane Deschanel
Março 7, 2018

O comandante geral da Polícia Militar do Piauí, coronel Carlos Augusto, em entrevista à imprensa nesta terça-feira (06), falou sobre a solicitação de convocação de 480 classificados no concurso da PM, feita pelo secretário de Segurança Pública do Piauí, Fábio Abreu, mesmo o Estado alegando dificuldades econômicas. A ferramenta permitirá o compartilhamento de informações entre os Estados e a implementação de programas de combate e prevenção ao crime. O documento, intitulado "Carta de Teresina", será direcionado ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann.

Governadores do Nordeste irão cobrar do governo federal a implementação de ações de segurança voltadas para a Região.

Os governadores citam na carta que no Brasil não há estratégia de enfrentamento à criminalidade e à violência. "O enfrentamento desordenado do crime favorece o fenômeno da migração, visto que quando se fortalecem ações de repressão em um determinado Estado ou território, os delitos e criminosos se deslocam para áreas que não se encontram fortalecidas", explica o documento, referindo-se á dinâmica das facções criminosas. "Se o problema é grave, precisamos dar um tratamento à altura também em termos orçamentários". Paulo Câmara cobrou, também, a participação de segmentos privados, como a Federação Brasileiras de Bancos (Febraban), principalmente na explosão de caixas eletrônicos.

O evento teve o objetivo de discutir questões relacionadas à Segurança Pública e amadurecer estratégias de atuação conjunta entre os estados para diminuir os índices de violência na Região e no País.

Queda de avião russo de transporte militar mata 32 pessoas
De acordo com as primeiras conclusões, não houve ataque contra o avião e uma investigação sobre o acidente foi aberta. No mês passado, um avião comercial, com 71 pessoas a bordo caiu nas proximidades de Moscou, a capital da Rússia .

Para o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), é necessária a integração das forças de segurança dos estados para combater o crime organizado.

Defendem a criação do Fundo Nacional de Segurança Pública, tendo como fontes recursos oriundos das loterias da Caixa Econômica Federal, valores arrecadados de prêmios não reclamados, além das quantias relativas ao IPI, ICMS provenientes do comércio de armas, munições, explosivos e demais produtos controlados, além da tributação de jogos.

Eles assinaram o Termo de Cooperação para a criação do Sistema de Inteligência para todo o Nordeste, propondo ao Ministério da Segurança a instituição do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).

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