Governo inicia estudo sobre mudança na tributação de combustível, diz Meirelles

Judith Bessette
Março 7, 2018

"A política de preços da Petrobras, e eu deixei isso claro na minha fala, é autônoma, baseada na eficiência corporativa, na realidade do mercado", comenta o ministro, ao ser questionado sobre uma entrevista anterior, concedida à Rádio CBN.

Rumores sobre uma eventual mudança nos preços dos combustíveis mexeram com as ações da Petrobras nesta terça-feira (6) e alimentaram especulações de que o governo alteraria a fórmula de preços implantada pela gestão de Pedro Parente na estatal.

Segundo o ministro, o governo não pretende mudar a forma como a Petrobras define os preços, baseada na cotação internacional.

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Segundo o delegado, sem o acesso aos dados bancários não seria possível alcançar a finalidade da investigação. O Banco Central informou, também por meio de nota, que não comenta "ordens judiciais envolvendo terceiros".

O ministro Henrique Meirelles (Fazenda) admitiu que o governo estuda alterar a tributação sobre os combustíveis, de forma que isso reduza o preço nas bombas.

- Portanto, estamos revisando isso e ver se há alguma coisa a fazer ou não. Tão logo tenha uma nova política de preços definida, vamos anunciar - disse o ministro. Essa possível mudança foi citada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em Nova Iorque, em conversa com jornalistas, antes de participar de café da manhã com líderes empresariais, organizado pelo Council of the Americas, nesta quarta, dia 7 de março. À época, Parente se reuniu com Meirelles em Brasília e reclamou que o problema não era a Petrobras, mas os impostos -parte são cobrados da estatal, parte da distribuidora e parte dos postos. "Não há nenhum pensamento de qualquer discussão a esse respeito".

Questionado sobre a oscilação no preço das ações da Petrobras depois da entrevista que deu ontem, Meirelles respondeu que foi uma reação "normal" do mercado, que busca "ganhar" e depois se ajusta. Ele ressalta, entretanto, que "existem diversos fatores que adicionam preço". "Existe possibilidade de uma ação do Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] a esse respeito, mas de qualquer maneira é uma das questões que tem que se olhar. E tem questões tributárias". "É uma manifestação de que estamos olhando isso, são tempos diferentes", disse.

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