Brasil ocupa 152ª lugar entre 190 países — Mulheres na política

Judith Bessette
Março 8, 2018

O IBGE, em sua última projeção da esperança de vida da população ao nascer, relativa ao ano de 2016, estima que as mulheres do Piauí tenham uma expectativa média de alcançar os 75,3 anos de vida, enquanto os homens alcançarão apenas 66,9 anos, apontando que as mulheres viverão em média 8,4 anos a mais que os homens. De acordo com os dados, Minas Gerais é o quinto estado com a menor quantidade de mulheres dando aula no ensino superior em relação aos homens. Por exemplo, em 2016, as mulheres dedicavam, em média, 18 horas semanais a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos, 73% a mais do que os homens (10,5 horas).

Para começar, a taxa de frequência média no ensino médio é dez pontos percentuais mais alta entre mulheres do que entre homens.

Em termos de rendimentos, vida pública e tomada de decisão, a mulher brasileira ainda se encontra em patamar inferior ao do homem, bem como no tempo dedicado a cuidados de pessoas ou afazeres domésticos. Por exemplo, as mulheres ganham quase 1/4 a menos do que os homens.

A Catho, que é um site de empregos conceituado na internet, realizou uma pesquisa em sua plataforma reunindo cerca de 8 mil cargos profissionais, e o resultado mostrou que o salário das mulheres são inferiores ao dos homens em até 53%, em todas as áreas de atuação.

Segundo o estudo, o governo federal reproduz a desigualdade de gênero no país.

Conselheiro sénior de Donald Trump renuncia
Sabe-se, contudo, que Cohn é contra o plano de Donald Trump para aumentar as tarifas sobre as importações de aço e alumínio.

O IBGE reuniu informações de três pesquisas no levantamento: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), partindo da base do Conjunto Mínimo de Indicadores de Gênero (Cmig), proposto pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Um dos indicadores positivos para o estado está relacionado à participação de mulheres entre docentes no Ensino Superior. Dependendo do indicador, o período analisado vai se 2011 a 2016.

Mesmo trabalhando mais horas, a mulher segue ganhando menos. "Combinando-se as horas de trabalhos remunerados com as de cuidados e afazeres, a mulher trabalha, em média, 54,4 horas semanais, contra 51,4 dos homens".

A diferença observada, segundo a pesquisa, está relacionada aos papéis de gênero, que faz com que os homens entrem precocemente no mercado de trabalho. Em dezembro de 2017, o Brasil ocupou a 152ª posição entre 190 países, com 10,5%, atrás de nações com histórico de violência contra a mulher, inclusive.

A média mundial de deputadas é 23,6%. Segundo a pesquisa, a presença feminina nos cargos gerenciais diminuiu nos últimos anos. Nas faixas etárias mais jovens, entre 16 a 29 anos de idade, em especial, as mulheres apresentam melhor desempenho: 43,4% contra 56,6% de homens. Já na esfera estadual e distrital, 26,4% dos policiais civis e 9,8% dos policiais militares eram mulheres.

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