Moro condena Bendine a 11 anos de prisão por corrupção e lavagem

Oceane Deschanel
Março 8, 2018

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, a 11 anos de prisão, em regime fechado, no âmbito da Operação Lava Jato pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Destes, Fernando Reis, Álvaro José Novis e Marcelo Odebrecht firmaram acordo de colaboração premiada e terão benefícios.

A defesa de Aldemir Bendine afirmou que vai recorrer da sentença porque ele não é culpado das acusações e pelo caráter elevado da pena, visto que, segundo a defesa, Bendine foi absolvido das acusações de integrar organização criminosa, de obstruir a Justiça, de duas das três acusações de corrupção e de seis das sete acusações de lavagem de dinheiro. Ele presidiu o Banco do Brasil de abril de 2009 a fevereiro de 2015 e a Petrobras até maio de 2016. Bendine está preso preventivamente desde o final de julho de 2017, quando foi deflagrada a 42ª fase da Lava Jato. Segundo a investigação, ele acabou recebendo R$ 3 milhões em três parcelas de R$ 1 milhão, entre junho e julho de 2015, enquanto ocupava a Presidência da Petrobras. Em delação feita pelo empresário Marcelo Odebrecht, ele foi citado como um dos beneficiários de pagamento de vantagens indevidas.

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O publicitário André Gustavo Vieira da Silva, outro réu no processo, disse a Moro, também em novembro, que recebeu propina da Odebrecht e que repassou R$ 950 mil em espécie a Bendine.

Bendine foi acusado de exigir R$ 17 milhões em propinas da Odebrecht. O ex-presidente da Petrobras vem negando todas as acusações. Em depoimento, ele disse sofrer uma perseguição brutal, que destruiu sua integridade moral e sua família. A ausência de identificação de um ato de ofício (medida concreta que caracterize corrupção) fará parte do recurso.

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